PR tem menor taxa de mortalidade infantil
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 11 de abril de 2006
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O Paraná teve este ano a menor taxa de mortalidade infantil de sua história, com 13,71 mortos para cada 1000 nascidos vivos. O resultado está bem abaixo da média nacional, de 29,6 mortes/1000 nascidos vivos, segundo dados do censo de 2000, e pode melhorar ainda mais a partir do ano que vem quando a população começará a sentir os efeitos do Pacto Estadual pela Vida, um programa de estratégias para a redução da mortalidade materno-infantil, lançado ontem pelo governo do Estado.
A primeira etapa do programa prevê a construção, ainda este ano, de Unidades de Atenção Integral à Saúde da Mulher e da Criança no Estado em 60 municípios de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado. Para essa fase, estão previstos investimentos de R$ 24,5 milhões não apenas para a construção, mas também para a compra de equipamentos, entre eles aparelhos de ultra-som, e repasse de recursos às prefeituras para custeio dessas unidades.
Nas unidades, serão disponibilizados serviços médicos especializados para a mulher e a criança, realização de todos os exames, além de consulta com dentistas. Em uma segunda etapa, serão construídas novas unidades em mais 200 municípios.
O programa, lançado durante a reunião semanal de secretariado do governo, prevê outras ações estratégicas para a redução da mortalidade. ''Dois terços dessas mortes acontecem até cinco dias após o parto, por isso é imprescindível termos outras atuações que incentivem os bancos de leite, estimulem os hospitais Amigos da Criança'', explicou o secretário de Estado de Saúde Cláudio Xavier.
Para isso, o programa será implementado em parceria com a Pastoral da Criança. ''A pastoral vai ajudar a manter esse programa em pé, porque não adianta ter um projeto desses sem ter contatos com a comunidade'', ressaltou o governador Roberto Requião.
Um das ações estratégicas é a construção de mais 17 Casas de Apoio à Gestante, um local onde a mulher pode permanecer na época do parto, recebendo os cuidados e orientações necessárias para sua saúde e do bebê. Hoje existem cinco casas desse tipo. Com as novas, cada Regional de Saúde do Estado terá estrutura própria.


