PR tem mais de 4 mil na fila de transplantes
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terça-feira, 27 de setembro de 2005
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O Paraná é o quinto estado brasileiro com maior número de pessoas na fila para o transplante de órgãos. Segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) vinculado ao Ministério da Saúde , até agosto, 4.491 receptores paranaenses aguardavam a doação. O maior contingente está em São Paulo (16.730), seguido do Rio de Janeiro (7.324), Minas Gerais (6.622) e Pernambuco (6.203). Em todo o País, são 63.230 pessoas na lista de espera do SNT.
A maior demanda por transplantes no Paraná é de pessoas que sofrem de complicações renais. São 2.421 receptores que aguardam a doação de rim. A necessidade por córneas (1.469) vem em segundo lugar, seguida de fígado (481), coração (75) e pâncreas (45). Os dados da Central de Transplantes do Paraná, atualizados até ontem, apontam um total de 4.450 pessoas na fila do transplante.
Apesar do número de transplantes no Estado ter aumentado 22,8%, de 2003 para 2004, subindo de 807 para 991 cirurgias, a Secretaria de Estado da Saúde quer incentivar a doação de órgãos, uma vez que a fila de espera também tem aumentado.
No final da tarde de ontem, Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, o secretário de Estado da Saúde, Cláudio Xavier, e o coordenador da Central Estadual de Transplantes, Carlos Renato D'Ávila, lançaram a III Campanha Estadual de Divulgação, Conscientização e Esclarecimentos sobre Doação de Órgãos e Tecidos do Paraná e anunciaram as medidas para aumentar a captação de órgãos e tecidos no Estado.
Além do reforço nas campanhas de incentivo à doação, a Secretaria da Saúde pretende adotar medidas adminstrativas para aumentar a notificação de morte encefálica e, com isso, a possibilidade de captação de órgãos. A intenção é criar organizações de procura de órgãos (OPOs) e de córneas (OPCs) no Estado, como mecanismos auxiliares para efetuar a busca ativa de potenciais doadores nos hospitais. Haverá, ainda, uma regulamentação estadual complementar para melhorar o funcionamento das coordenações intra-hospitalares de transplantes dos hospitais do Estado.
Entre as medidas anunciadas pelo secretário estão, ainda, a obrigatoriedade de os hospitais credenciados com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) tipo II ou III de todo o Estado serão obrigados a comunicar, imediatamente, às secretarias municipais de Saúde a internação de pacientes com traumatismo crânio-encefálico, acidente vascular encefálico, acidente vascular (hemorrágico ou isquêmico), encefalopatia anóxica e tumor cerebral primário, sejam do Sistema Único de Saúde (SUS), particulares ou convênios.
Como parte da campanha, até o dia 1º de outubro, estão programadas palestras em escolas e, no sábado, haverá uma missa de graças na Catedral Nossa Senhora da Luz, na praça Tiradentes, com a participação de familiares de doadores e receptores de órgãos. Depois da missa, haverá a III Caminhada da Solidariedade, saindo da catedral em direção à Boca Maldita, onde será realizada a distribuição de panfletos informativos à população.


