PR tem caso suspeito de pneumonia asiática
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segunda-feira, 28 de abril de 2003
Denise Angelo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Hospital de Clínicas (HC), vinculado à Universidade Federal do Paraná (UFPR), recebeu na noite de domingo um paciente com suspeita de pneumonia asiática. Richard Martin Pforzhein, 26 anos, é alemão e veio para o Brasil há cerca de três ou quatro semanas, procedente de Frankfurt, importante local de intersecção de vôos na Europa. Ele estava trabalhando numa fazenda em Entre Rios, região de Guarapuava, antes de ser deslocado para Curitiba.
A Secretaria de Estado da Saúde descartou a possibilidade do paciente ter a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês), alegando que só são considerados suspeitos os casos em que o paciente tenha vindo de qualquer um dos países afetados, num prazo de dez dias antes do surgimento dos sintomas.
Mas o diretor de assistência do HC, Celso Araújo, disse que a suspeita só será descartada se o paciente apresentar uma melhora considerável nas próximas 24 horas. O hospital já colheu todo o material necessário para a realização dos exames. Porém, os resultados só devem sair em quatro ou cinco semanas.
Araújo explicou que o paciente está com 70% dos seus dois pulmões comprometidos por causa da pneumonia. ''É um quadro grave e por isso não descartamos a possibilidade de ser a pneumonia asiática'', informou. Richard está internado na ala de isolamento do HC.
Os sintomas da pneumonia asiática são febre acima de 38ºC, tosse seca, dificuldade em respirar, fadiga, dor de cabeça, enrijecimento dos músculos, perda do apetite e diarréia. A doença é causada provavelmente pela mutação do vírus do resfriado comum, o coronavírus. Até agora, as estatísticas mostram que a pneumonia asiática mata 3,5% das suas vítimas, contra uma mortalidade de menos de 1% na pneumonia comum, que é causada por bactéria.
A pneumonia asiática é transmitida por gotas de saliva contaminadas ou por contato direto com as mãos do doente. Em nota oficial, a Secretaria da Saúde recomendou às secretarias municipais e também às regionais de saúde que mantenham o estado de alerta na rede de vigilância epidemiológica do Sistema Único de Saúde (SUS) para que seja detectado, de maneira precoce, qualquer caso suspeito.


