Apesar de ocupar o quarto lugar entre os Estados brasileiros com maior expectativa de vida ao nascer, o Paraná perde para os demais Estados da região Sul. Enquanto os paranaenses vivem em média 70,3 anos, os gaúchos vivem 71,6 anos ocupando o primeiro lugar no ranking , e os catarinenses 71,3 anos. Em terceiro lugar estão os Estados de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, com 70,4 anos.

Os dados fazem parte da Tábua Completa de Mortalidade de 2000 ou Tábua de Vida divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada. O levantamento mostra que, na última década, a esperança de vida dos brasileiros aumentou em 2,6 anos, ao passar de 66 anos em 1991 para 68,6 anos, em 2000.

O estudo mostrou que as mulheres brasileiras vivem 7,8 anos a mais que os homens. No Paraná, a população feminina tem estimativa de vida de 73,8 anos 6,9 anos a mais que a população masculina , que vive em média 66,9 anos. Homens e mulheres paranaenses ficam abaixo da média da região Sul, que é de 67,3 anos e 75 anos, respectivamente.

Para a catarinense de Blumenau, Cecília Maria Valdrich, de 83 anos, há 30 anos em Curitiba, a receita para se chegar a essa idade e ainda com disposição, é trabalhar bastante e evitar o fumo e o álcool. ''Não andar na bagunça e viver com alegria também ajudam muito'', completou. Cecília, sempre com um sorriso no rosto, disse que continua trabalhando, confeccionando peças em crochê, que são vendidas por ela mesma numa feira.

Lucília Barroso Gonçalves, 76 anos, avalia que as mulheres vivem mais porque são mais corajosas, se cuidam mais e se aborrecem menos que os homens. ''Eles são muito chatos e se incomodam com qualquer coisa'', diz. Com dois filhos, três netos e três bisnetos, Lucília vive da pensão deixada pelo marido. Apesar de não trabalhar, ela procura participar das atividades oferecidas pela Fundação de Ação Social (FAS), da Prefeitura de Curitiba, onde faz artesanato, ginástica e dança folclórica. ''O que a gente não pode é parar porque senão enferruja'', brinca.

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