Londrina – O Paraná tem quatro cidades entre as 15 melhores do País em coleta e tratamento de esgoto. Maringá aparece em segundo lugar no ranking nacional. Curitiba, a nona colocada, é a melhor entre as capitais. Já Ponta Grossa é a 11ª e Londrina, a 13ª. Os números foram divulgados ontem pelo Instituto Trata Brasil (ITB), de acordo com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ano base 2012.
Segundo o Ranking Nacional de Saneamento Básico nas 100 Maiores Cidades do País, Maringá ocupa o segundo lugar com 96,2% do esgoto coletado, dos quais 92,8% é tratado. A primeira colocada é Franca, no interior paulista, com 100% de coleta e 98,8% de tratamento. Curitiba consegue coletar 98,5% do esgoto produzido e tratar 88,3% e Ponta Grossa, coleta 92,8% e trata 80%.
Londrina perdeu duas posições em relação ao ranking de 2013, apesar de ter aumentado a coleta de 90,2% para 95,2% e o tratamento de 82,9% para 84,2%. Em relação à distribuição de água tratada, 100% da cidade é atendida. Levantamento realizado pela FOLHA mostra que, entre 2003 e 2012, o índice de coleta de esgoto em Londrina aumentou 30%, saltando de 73% para 95,2% e o tratamento cresceu de 56% para 84,2%, um aumento de 50%. Se mantido esse ritmo de crescimento, a cidade poderia atingir em três anos 100% na coleta e também no tratamento.
A Sanepar informou, por meio da assessoria, que não é possível fazer uma projeção de quando a cidade irá coletar e tratar todo o esgoto produzido, já que essas metas são estipuladas em contratos e um novo acordo está sendo discutido com o município.
A companhia ressaltou que os números do Ranking Nacional mostram que o Paraná tem índice de saneamento básico acima da média nacional. No Estado, 66% do esgoto é coletado, dos quais 99% recebe tratamento. Já no Brasil, os índices são de 48,2% e 38,7%.
Outro ponto a ser destacado no Paraná, segundo a Sanepar, é que a meta do Estado é atingir a universalização no saneamento básico até 2025, 15 anos antes do prazo estimado pelo governo federal. Os índices de universalização usados pelo Tratar Brasil são pelo menos 92% de coleta e 86% de tratamento.
Para Pedro Scazufca, sócio da GO Associados, parceira do ITB na elaboração do estudo, de uma maneira geral há uma evolução nos números do saneamento básico no País, mas esse crescimento é lento e desigual. "No grupo das 20 melhores colocadas há muitas que já têm os serviços universalizados e aquelas que ainda não alcançaram, neste ritmo, devem atingir nos próximos 20 anos. Já no grupo das 20 piores, com a evolução atual, a universalização não será alcançada neste período", apontou Scazufca. Entre as com avaliações mais fracas estão seis capitais: Natal, Manaus, Teresina, Macapá, Belém e Porto Velho.
Anualmente são gastos R$ 10 bilhões em saneamento básico no Brasil. Para o pesquisador, este valor teria que dobrar para que a universalização fosse alcançada em todos os municípios do País. "Mais do que dinheiro o que falta mesmo é gestão. As companhias têm dificuldades na elaboração e execução dos projetos, além de conseguirem financiamentos. Uma maneira de alavancar os investimentos é através de parcerias público-privadas (PPPs)", indicou.

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