Londrina - O Programa Mais Médicos foi lançado em julho do ano passado após protestos realizados em todo o País reivindicarem melhorias em diversos setores, como a saúde. A lei, sancionada em 22 de outubro, tem o objetivo de melhorar a assistência básica nas cidades que possuem deficit no número de médicos.
No primeiro momento, profissionais brasileiros puderam se inscrever. Os estrangeiros foram convocados na segunda fase do programa. Para atuar no Brasil, médicos formados em outros países frequentaram cursos de capacitação e tiveram a documentação analisada pelo Ministério da Saúde. Quem veio de fora, não precisou fazer a revalidação do diploma. Os médicos atuarão no Brasil durante três anos. Além disso, o governo também se comprometeu a investir na formação dos novos profissionais.
Segundo informações repassadas pelo Ministério da Saúde, 247 médicos (entre brasileiros e estrangeiros) foram encaminhados a 66 cidades do Paraná. Em Londrina, 13 cubanos, uma médica formada na Argentina e seis brasileiros enviados pelo Mais Médicos atuam nas unidades básicas de saúde.
Em Cambé, cinco médicos, sendo três cubanas, fazem parte do programa. A secretária de Saúde de Cambé, Alessandra Garcia Vaz, destaca que os profissionais não substituíram quem já atuava na rede de assistência básica. "Eram vagas em aberto. Além dessas cinco, nós temos mais três vagas por causa das aposentadorias e pedidos de demissão. Vamos abrir um concurso em breve para contratar também ginecologistas e pediatras", garante.
Ibiporã recebeu um profissional, assim como Sertanópolis e Tamarana. Outros dois médicos foram encaminhados a Rolândia. Maringá recebeu três profissionais e outros 23 atuam em Curitiba.(V.C.)

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