Curitiba - A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou ontem a sobra de 1.727.290 doses da vacina contra a gripe A (H1N1) no Paraná. Faltando dois dias para concluir a campanha nacional de vacinação, 85,5% da população do calendário já foram vacinadas. Isso corresponde a 4.112.000 pessoas imunizadas, menos da metade do total de pessoas que residem no Paraná.
O Ministério Público Federal (MPF) protocolou ontem novo pedido à Justiça para a concessão de liminar determinando a massificação da vacina no Estado. O documento apresenta argumentos com base no número de casos e óbitos no Paraná, divulgados pela Sesa em 2009, em comparação com os dados coletados em outros Estados. Desta vez, a interposição do MPF busca uma liminar para obrigar o Estado do Paraná a comprar as doses necessárias para imunizar toda a população.
O documento menciona o coeficiente de mortalidade observado em Curitiba, comparado com as taxas registradas em outras regiões do Brasil. ''... o risco de um cidadão curitibano morrer por gripe pandêmica é, respectivamente, 2,5, 3,2, 18,6 e 52 vezes maior do que o risco que têm os residentes nas regiões sudeste, centro-oeste, norte e nordeste do nosso país'', fundamenta.
Outro dado que reforça a necessidade de totalizar a cobertura vacinal no Paraná é justamente a incidência de mortes na população que não integrou o grupo de risco fixado pela União. Das 321 mortes de gripe A no Estado, ocorridas em 2009 até fevereiro deste ano, 40% foram adultos com idade entre 40 e 59 anos.
Questionado sobre a informação repassada à FOLHA semana passada, vislumbrando a possibilidade de vacinar as 220.000 crianças de dois a quatro anos, o secretário de Estado da Saúde, Carlos Moreira Júnior, recuou e sugeriu à reportagem que aguardasse o pronunciamento no ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que chega sexta-feira de Genebra com novas informações aos brasileiros.

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