Curitiba- A incidência de hanseníase no Paraná caiu de 1.5 para cada 10 mil habitantes, em 2006, quando foram registrados 1.552 casos novos, para 1.2, no ano passado, quando o número de infectados foi de 1.308. Os dados foram divulgados, ontem, pela Secretaria de Estado da Saúde -data em que o Paraná comemorou o dia de combate à doença. Oficialmente, o Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase é lembrado no último domingo de janeiro.
Para a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Hanseníase, Nivera Noemia Stremel, a falta de informação é ainda a principal dificuldade para ''interromper a cadeia epidemiológica da doença'' no Paraná. ''É uma doença que não incomoda, por isso, as pessoas demoram para buscar tratamento, que é gratuito em todas as unidades de saúde do Estado'', advertiu Nivera.
Segundo Nivera, as coordenações municipais do programa estão sendo orientadas a mobilizar as comunidades e divulgar informações sobre sinais, sintomas, tratamento e cura da hanseníase. Além disso, os agentes de saúde também estão sendo capacitados para o diagnóstico e tratamento integral da doença.
Em Curitiba, o coeficiente de incidência da hanseníase, em 2007, foi de 0,35 por 10 mil habitantes -o menor da história da cidade e que representou a notificação e o tratamento de 63 casos, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde. No ano, anterior a taxa havia ficado em 0,43 por 10 mil, equivalente a 77 casos. Segundo a prefeitura, esse resultado seria reflexo da descentralização da oferta de atendimento médico e do tratamento.
A hanseníase é causada por um micróbio, o Mycobacterium leprae (bacilo de Hansen), que ataca a pele e os nervos periféricos. Os sintomas caracterizam-se por manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, falta de sensibilidade, queda de pelos do corpo e dores próximas ao cotovelo, joelho e tornozelo. O medicamento distribuído gratuitamente nos postos de saúde reduz em até 90% dos bacilos no organismo, já na primeira dose.

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