Curitiba - A quantidade de homicídios dolosos (com intenção de matar) no Paraná apresentou uma queda de 17,8% em 2013. Segundo os dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) divulgados ontem, foram 2.575 ocorrências contra 3.135 de 2012, representando 560 mortes a menos no período de um ano.
Ainda assim os números apontam que, durante todo o ano passado, ocorreram sete mortes por dia no Paraná. Os registros não levam em consideração os latrocínios (roubos seguidos de mortes) e as lesões corporais seguidas de mortes. Estas informações estarão disponíveis quando o Relatório Estatístico Criminal de 2013 for totalmente divulgado, até o final do mês.
A diminuição das ocorrências foi verificada principalmente nas Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisps) que englobam grandes cidades do Estado. Na 20ª Aisp (Londrina), os homicídios caíram de 176 para 101 (42,6%). Também foram registradas reduções na 11ª Aisp (Cascavel), de 202 para 141 (30%); na 12ª Aisp (Foz do Iguaçu), de 207 para 148 (28,5%); na 17ª Aisp (Maringá), de 166 para 125 (24,7%); na 2ª Aisp (São José dos Pinhais), de 797 para 649 (18,5%); e na 1ª Aisp (Curitiba), de 597 para 530 (11,2%).
Além dessas, outras 10 Aisps também apresentaram queda, e seis tiveram crescimento no total de homicídios. A maior redução ocorreu na 5ª Aisp (São Mateus do Sul), com 48%.
Entre as que aumentaram, três estão no Norte e Norte Pioneiro. Na 18ª Aisp (Apucarana) foram registrados 39 homicídios dolosos contra 35 em 2012 (11,4%). Em Cornélio Procópio (21ª Aisp), as ocorrências passaram de 35 para 44 de um ano para outro (25,7%); e na 23ª Aisp (Jacarezinho), os casos subiram de 27 para 31 (14,8%). As demais Aisps que tiveram mais homicídios são Umuarama (15ª), Paranavaí (16ª) e Laranjeiras do Sul (8ª).
Segundo o secretário de Segurança Pública, Cid Vasques, esta diminuição vem ocorrendo devido a "uma série de ações nos últimos anos", como o "trabalho de inteligência e de planejamento da Sesp". "Temos percebido que os indicadores apontam uma queda acentuada nos números e isso tem se revelado uma tendência. Evidentemente que ninguém comemora número de homicídios, mas quando você trabalha com metas, com planejamento, estes índices servem para estabelecer parâmetros para cobrarmos ações das polícias", disse.
Vasques ressaltou ainda que o reaparelhamento das polícias propiciou um incremento nas operações que resultaram na apreensão de drogas e armas e num número maior de prisões. "São ações que acabam impactando na redução dos crimes e, consequentemente, nos homicídios. A UPS (Unidade Paraná Seguro) também se revelou uma estratégia eficiente em conjunto com tudo que já vem sendo realizado pela Sesp", completou.
De acordo com o delegado geral da Polícia Civil, Riad Braga Farhat, entre 60% e 70% dos homicídios dolosos têm relação com o tráfico de drogas. Por isso, destaca, a atuação da polícia é essencial no combate à venda de entorpecentes. "Além do viciado que é assassinato por dívida, também existe a disputa dos pontos de venda entre pequenos traficantes que ocorre diariamente. O tráfico é o grande filão da marginalidade", afirmou.

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