PR reduz adulteração de combustível
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quarta-feira, 03 de setembro de 2008
Andréa Bertoldi<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O índice de não-conformidades da gasolina no Paraná que era de 23% em 2003 caiu para 1,6% em julho. Os dados são do Boletim Mensal da Qualidade dos Combustíveis realizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Mesmo com os dados da agência, o governo do Estado divulgou ontem através da Agência Estadual de Notícias, que o índice de adulteração na gasolina caiu para zero no Estado. O percentual de não-conformidade no produto está quase no mesmo patamar que o índice nacional que, em julho, foi de 1,8%.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese, acredita que a queda no índice ocorreu em função das fiscalizações que foram realizadas no setor. Em 2003, quando o percentual era um dos mais elevados do País, foi realizada uma operação pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC) em conjunto com outras entidades para tentar minimizar o problema, o que resultou em várias prisões de gerentes e donos de postos.
Fregonese lembrou que, com a intensificação da fiscalização no setor, houve um aumento na arrecadação de impostos de 75% entre 2006 e 2007. Mas, ele destacou que, apesar da queda do volume de adulteração houve aumento nas fraudes fiscais.
Ainda de acordo com a pesquisa da ANP, o índice de não-conformidades no álcool no Paraná foi de 1,2% em julho e no diesel de 2,1%. No Brasil, o percentual para o álcool em julho foi de 2,7% e para o diesel de 2,3%.
Ontem, o Sindicombustíveis-PR lançou em Curitiba a campanha Consumidor Consciente que já tinha sido apresentada na semana passada em Londrina. ''Curitiba é o maior mercado do Estado. A Capital e a Região Metropolitana têm 600 postos e 1,5 milhão de veículos'', justificou. Segundo ele, um dos objetivos é abrir ''o setor de forma transparente''. Entre os temas que serão abordados estão postos com bandeira e de bandeira branca, consequências da adulteração no motor do carro e o teste com o álcool e a gasolina que pode ser pedido pelos consumidores nos postos.
Os problemas mais comuns são o excesso de álcool na gasolina (que não pode passar de 25%) e de água no álcool. A gasolina ainda apresenta mistura com solventes e sonegação fiscal. A campanha aborda ainda assuntos como os preços dos combustíveis e as semelhanças de valores entre os postos. ''Temos uma fiscalização muito pífia no Brasil. O consumidor acha que todo o setor é podre. Queremos separar o joio do trigo'', disse. Os clientes dos postos vão receber um folder com as fraudes mais comuns nos combustíveis.


