Curitiba - O Paraná recebeu ontem uma nova leva de profissionais por meio do quarto ciclo do programa federal Mais Médicos. Segundo o Ministério da Saúde (MS), são mais 295 médicos que estão se encaminhando para 126 municípios para reforçar o atendimento em unidades de atenção básica.
Com este novo grupo, chega a 755 o total de profissionais atuando em 272 cidades paranaenses. Entre os municípios contemplados na Região Norte estão Londrina (1), Ibiporã (4), Maringá (11), Alvorada do Sul (1), Apucarana (13), Arapongas (4), Primeiro de Maio (1), Prado Ferreira (1), Sertaneja (1), Califórnia (1) e Uraí (1).
No Norte Pioneiro, os médicos vão para Arapoti (2), Assaí (4), , Cambará (4), Conselheiro Mairinck (1), Cornélio Procópio (3), Guapirama (1), Ibaiti (3), Jaboti (1) Jacarezinho (4), Joaquim Távora (1), Salto do Itararé (1), Santa Mariana (1), Santo Antônio da Platina (2) e São Sebastião da Amoreira (1).
A previsão do MS é de que mais 71 profissionais sejam destinados a outras 12 cidades do Paraná após o quinto ciclo do programa, iniciado no dia 1º de abril. Em todo o País, são mais de 3,5 mil profissionais, que começam suas atividades nesta semana. Com este reforço, segundo o ministério, o total de médicos do programa após quatro ciclos deve chegar a 13.235.
Os dados do Mais Médicos foram divulgados ontem, durante evento realizado para receber os novos médicos em Curitiba. Tiveram prioridade nas vagas os médicos formados no País, seguidos dos brasileiros com diplomas do exterior e dos estrangeiros. As vagas ociosas foram ocupadas por médicos cubanos que fazem parte da cooperação do MS com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).
Entre eles está Samuel Meneses, que deve chegar hoje a Apucarana. Ele deixou a família em Havana, capital de Cuba, e diz estar ansioso para começar a trabalhar. "Estamos preparados para atender a população e nossa expectativa é grande. Serão três anos de trabalho duro e espero ajudar o máximo possível", ressaltou.
Outro médico cubano, Danilo Ordonez, vai para Castro, nos Campos Gerais. Ele acredita que a comunicação não será um problema no atendimento nas unidades de saúde. "Conseguimos compreender o que vocês falam e da mesma forma nos expressamos com calma para que todos entendam. Com isso esperamos oferecer um atendimento de qualidade para a população", afirmou.

Críticas
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, que participou da recepção aos profissionais em Curitiba, afirmou que os resultados do programa são "extremamente positivos". Além disso, criticou as entidades de classe que continuam questionando a forma de implantação do Mais Médicos. "Primeiro as entidades médicas alegavam que não faltavam profissionais no Brasil. Depois diziam que não haveria infraestrutura para atender a população e, em seguida, afirmaram que os médicos cubanos não possuíam qualificação para atender os pacientes da atenção primária. Todos estes argumentos foram derrubados à medida que o programa avançou. Tanto que este é um debate superado", apontou.

mockup