Curitiba - O Paraná recebe um reforço de 101 médicos, desde o início de março, em 45 municípios para melhorar o atendimento de unidades básicas de saúde. O aumento no número de profissionais faz parte do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) do Ministério da Saúde, para diminuir o deficit de profissionais da saúde em bairros pobres das grandes cidades e em municípios do interior.
Os municípios paranaenses estão entre as 1.407 cidades brasileiras que passaram a receber 4.392 médicos no dia 1° de março. Londrina já possui médicos do Provab, que vieram para a cidade em etapas anteriores do projeto. Neste ano, Curitiba recebeu oito profissionais.
Ontem, em visita à capital, o ministro da Saúde Alexandre Padilha explicou que o programa é uma parceria com as prefeituras municipais e com universidades para garantir que os médicos se interessem por exercer a profissão nos locais mais afastados dos grandes centros urbanos, por meio de incentivos.
Padilha disse que o número de médicos para cada mil habitantes no Brasil, além de ser baixo em relação a outros países da América Latina e da Europa, também é desigual na comparação entre os Estados. "O Brasil por muitos anos não planejou a quantidade de médicos que precisa formar para sustentar um sistema nacional público universal de saúde".
No Paraná, o número de médicos para cada cem mil habitantes é de 1.82, índice que fica abaixo da média nacional, de 1,95, segundo dados do Conselho Federal de Medicina. O Estado é o oitavo entre as 27 unidades da federação e o pior colocado da Região Sul – o Rio Grande do Sul possui 2,31 médicos e Santa Catarina, 1,89.
Cada médico que participa do Provab recebe uma bolsa de R$ 8 mil do governo federal, além de supervisão de universidades e apoio para cursos de aperfeiçoamento. Outro incentivo é voltado para a prova de residência médica.
A permanência deles, segundo o ministro, nestas cidades, pode contar 10% dos pontos para a prova por ano. "A experiência concreta do médico de ficar um ano em uma unidade básica de saúde, conhecendo a realidade da população brasileira, e saber o que é ser médico, dar atenção continuada ao paciente, por que isso não pode contar ponto para a prova de residência? Um médico tem que ser especialista em gente", opinou o ministro.

Outros investimentos
Padilha anunciou ainda um investimento de R$ 22 milhões em três hospitais de Curitiba. Do total, R$ 14 milhões vão para o Hospital do Trabalhador – para compra de equipamentos e melhorias em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) – R$ 5 milhões para atendimento de 20 leitos de UTI no Hospital do Idoso e R$ 3 milhões pra a recuperação de equipamentos e UTI do Hospital Evangélico.

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