A primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra a poliomielite começa neste sábado. Em todo o Estado, a meta é vacinar mais de 958 mil crianças menores de cinco anos, ou seja, 100% da população desta faixa etária existente no Paraná. Em Curitiba, o objetivo é que 140 mil menores sejam imunizados contra a doença.
Todas as crianças, mesmo as que estiverem com a carteirinha em dia devem tomar a ‘‘gotinha’’. Isso porque, segundo a diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria de Saúde de Curitiba, Karim Luhn, a vacinação em massa protege a criança da paralisia infantil e o meio ambiente do vírus selvagem da pólio. Ou seja, multiplicam-se os vírus vacinais (que é utilizado na fabricação da vacina) no intestino da criança. Posteriormente esses vírus são liberados no ambiente. Uma vez disseminados, os vírus vacinais concorrem com os selvagens em busca de alimentos. Muitos deles acabam morrendo.
Mais de 23 mil profissionais estarão espalhados pelos 11 mil postos de saúde, escolas e supermercados, creches, terminais de ônibus e outros pontos móveis a partir das 8 horas de sábado. Também estarão disponíveis durante a campanha, as vacinas contra coqueluche, tétano, difeteria, sarampo rubéola cachumba e febre amarela para os que não estiverem com a carteirinha em dia. A segunda etapa da campanha será em 25 de agosto.
A poliomielite foi erradicada do Paraná em 86. Do Brasil, em 88. O Estado não tem registros da doença desde 86. Curitiba desde 84. No Brasil, o último caso da doença ocorreu em 89. No entanto, no ano passado, mais de 500 casos de poliomielite foram confirmados em países africanos e asiático. Por isso, a vacinação é importante, já que a doença pode se manifestar em locais onde já houve erradicação.
A partir deste ano, por orientação do Ministério da Saúde, adultos com até 20 anos também receberão a vacina contra a hepatite B.

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