PR quebra 'jejum' de vagas em janeiro
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sábado, 03 de março de 2001
Cláudia Lopes De Londrina 
A recuperação da economia neste ano, prevista para crescer entre 4% e 4,5%, deverá ter reflexos positivos na oferta de vagas de emprego no Paraná. Apesar do Ministério do Trabalho ainda não ter divulgado os números regionais do emprego formal, o Departamento Intersindical de Estatísticas Econômicas e Sociais (Dieese), de Curitiba, estima aumento 1,5 mil e 1,8 mil empregos no Estado em janeiro deste ano.
No mesmo período do ano passado, o número foi de 1,2 mil, quebrando um jejum de saldos negativos desde janeiro de 96, quando 6,2 mil empregos foram eliminados.
O Ministério do Trabalho divulgou, na última sexta-feira, os números do emprego formal no Brasil. Em janeiro deste ano foram criados 48.796 postos de trabalho, contra os 31.198 de janeiro de 2000. Mas não detalhou os dados regionais.
Ao longo do ano passado, foram gerados cerca de 27 mil empregos no Paraná. Destes, 19 mil na região metropolitana de Curitiba e oito mil no interior. Mas como as montadoras já estão esgotando a capacidade de contratação, não devemos ter o mesmo crescimento de empregos neste ano, prevê o economista e técnico do Dieese em Curitiba, Cid Cordeiro Silva.
Em Londrina, houve um crescimento de 32% na oferta de vagas em janeiro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, na Agência do Trabalhador. Foram 578 vagas de emprego contra 437 vagas em 2000. No mês passado, a agência ofertou 575 vagas o que significou um aumento de 45% em relação ao número de fevereiro de 2000 (de 396 vagas).
Durante o ano passado o número de vagas ofertadas pela agência foi de 4.603, sendo que o saldo entre os admitidos e os demitidos em todos os setores foi de 2.924. Se a economia continuar crescendo neste ritmo, devemos ter um incremento de vagas de cerca de 30% em relação a 2000, calculou o gerente da Agência do Trabalhador em Londrina, Júlio Cesar Zanoni.
O setor que mais contratou em Londrina no ano passado foi o de serviços, que teve um saldo positivo de 1.801 postos de trabalho. As atividades em baixa na cidade foram a construção civil, que fechou 74 postos, e a agropecuária, com a eliminação de 64 vagas.
Neste ano, a Agência do Trabalhador de Londrina fez 30.906 atendimentos. Em todo o ano passado, foram 153.336. Das 52.252 pessoas que preencheram novos cadastros em 2000, a maioria não completou o segundo grau e apenas 3,6 tem nível superior.
Segundo o professor da Universidade Livre do Trabalho em Curitiba, Décio Luiz Farias, o setor que mais gerou empregos no Paraná no ano passado foi o de serviços, com 16.091 novos postos de trabalho, seguido pela indústria de transformação, que gerou 8.466 vagas, e do comércio, com 7.548. Já na administração pública (servidores contratados pela CLT) foram fechados 2.358 postos e, na agropecuária, 1.866 vagas.


