A principal proposta levada pelo Paraná ao 2º Fórum Penitenciário do Mercosul, qua aconteceu em outubro em Mendoza (Argentina) foi a assinatura de tratados internacionais para possibilitar que estrangeiros condenados cumpram pena em seus países de origem. ‘‘Hoje o condenado estrangeiro cumpre toda a pena no Brasil, longe dos familiares, não sendo possível sua ressocialização, além de ter vedada a possibilidade de livramento condicional, o que implica permanência maior no cárcere, acarretando pesados ônus aos cofres públicos’’, diz a promotora de Justiça Maria Tereza Uille Gomes, que participou da comissão paranaense.
O Paraná tem hoje 54 estrangeiros cumprindo pena no Sistema Penitenciário, a maioria oriundos de países do Mercosul. O custo desses presos é alto - a média nacional de gastos mensais com cada preso é de R$ 500,00, podendo em alguns Estados chegar a R$ 1.000,00. ‘‘Se levarmos em conta que o Paraná gasta hoje, por ano, R$ 350,00 com a manutenção de uma criança na rede de ensino fundamental, só podemos comemorar a aprovação da proposta do Paraná, que já consta como a primeira conclusão do 2º Fórum Penitenciário do Mercosul’’, diz Maria Tereza.
Durante o Fórum, foi pedido à comitiva paranaense que que organizasse em Curitiba, no segundo semestre de 1998, um encontro para tratar da questão das penas alternativas. O encontro deve reunir representantes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e dos outros países do Mercosul.
Outra iniciativa do Fórum foi aprovar a criação da Sociedade Criminológica e Penitenciária do Mercosul, com a finalidade de propor políticas criminal e penitenciária aos governos dos países do Mercosul. A presidência da entidade terá mandato de um ano e a sede será no país do presidente.

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