Curitiba A Vigilância Sanitária do Estado do Paraná enviou comunicado para todas as Regionais de Saúde orientando para que investiguem a presença dos lotes suspeitos do anestésico lidocaína em clínicas de endoscopia e nas distribuidoras de medicamentos. Na semana passada, em Itagiba, na Bahia, três pessoas morreram e outras 12 se sentiram mal após tomarem o medicamento. Ele é usado para diminuir o desconforto e os reflexos do esôfago durante exame de endoscopia. O produto era fabricado pela empresa Medicminas Equipamentos Médicos Ltda.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), até o momento, sabe-se que a Medicminas comercializa produtos nos Estados do Amazonas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins. Mas segundo nota oficial divulgada ontem pela Vigilância do Paraná, até o momento não há indícios de que estes medicamentos tenham sido distribuídos no Paraná. Ainda segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a Central de Medicamentos do Paraná constatou que não possui a lidocaína produzida pela empresa Medicminas.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão temporária da comercialização e do uso da Lidocaína ''spray 500 ml'', ''10% solução 500 ml'' e ''2% gel 120 g'' da empresa , sediada em Belo Horizonte (MG). A proibição é nacional, mas a medida é cautelar, já que não há a certeza de que o medicamento provocou três mortes em Itagibá (BA).
Robenice Ferreira Alves, 58, Rosilda Santos da Hora, 21, e Damião Jesus Marinho, 57, morreram e outras 12 apresentaram reação inesperada, como dores de cabeça e tonturas, cerca de uma hora após usar o anestésico. Os laudos dos exames realizados nas vítimas e no produto só devem ser divulgados no fim da semana.
A Medic Minas Equipamentos Hospitalares foi interditada anteontem pela vigilância de Minas Gerais, pois não possuía licença para vender o remédio.
(Com Folhapress)

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