PR perde professor conceituado no meio científico
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segunda-feira, 12 de maio de 2003
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná perdeu um dos mais conceituados estudiosos do meio científico. Professor emérito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Newton Freire-Maia morreu no último sábado, aos 84 anos, por complicações decorrentes do tratamento de câncer. O reitor da UFPR, Carlos Moreira Júnior, decretou, ontem, luto oficial de três dias. Membros do Conselho Universitário decidirão, no próximo dia 21, como a instituição irá homenagear o professor, que foi um dos precursores dos estudos na área da genética no País.
Freire-Maia era mineiro de Boa Esperança. Veio para o Paraná em 1951, quando ingressou na UFPR, como professor de Biologia Geral. Naquele mesmo ano, instalou o Laboratório de Genética na UFPR, dando continuidade às pesquisas que tinha iniciado na Universidade de São Paulo (USP), sobre genética das populações de Drosophila (moscas de fruta).
Posteriormente, Freire-Maia passou para a genética humana, dedicando-se às pesquisas sobre os efeitos genéticos dos casamentos consanguíneos. Seu trabalho mais recente foi na área de displasias ectodérmicas (grupo de doenças genéticas que causam defeito na formação dos dentes, cabelos, unhas e glândulas de suor). Seus seguidores conseguiram identificar 192 doenças.
Aposentado há mais de 20 anos, Freire-Maia não parou de trabalhar. Escreveu cerca de 500 trabalhos científicos e teve 18 livros publicados. Também fundou e dirigiu a Fundação Ciência e Fé, foi presidente de Honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), foi representante do Brasil na Organização Mundial de Saúde (OMS) em Genebra (Suíça), membro da Academia Brasileira de Ciências e presidente da Sociedade Brasileira de Genética.


