Dimitri do Valle
De Curitiba
O governo do Estado reivindica de Brasília mais cursos para o ensino superior. Apesar de ser o sexto maior arrecadador de impostos do País, o Paraná amarga um 14º lugar no recebimento de recursos federais, segundo a Secretaria de Estado da Comunicação Social. As autoridades do Executivo estadual tentam mobilizar deputados federais para pressionar o governo de FHC a não cortar verbas na área social.
A redução gradativa de recursos está sendo planejada para os estados mais ricos. Questionado sobre os cortes no orçamento, FHC respondeu que ‘‘a área social vai, dentro de todo o possível, ser preservada e, se possível ampliada’’.
O Paraná corre o risco de perder até 2003 cerca de 60% dos recursos que o governo federal manda atualmente para manter creches, atendimento a idosos e portadores de deficiências. Caso haja a redução, o governo do Estado estima uma diminuição de recursos para estes setores ao longo dos próximos quatro anos. Se em 2000 os valores previstos são de R$ 28,9 milhões, no ano de 2003 esta quantia cairá para 12,7 milhões.
Por ser o Estado que menos dispõe de instituições de ensino superior federal (UFPR e Cefet), o governo alega que necessita de mais verbas para o setor para investir em universidades e faculdades públicas. O Estado apresenta uma credencial para justificar este clamor endereçado a Brasília: prevê gastos de R$ 268 milhões neste ano com as 16 instituições de ensino superior estaduais (cinco universidades e 11 fundações). Um das explicações para justificar a ‘‘pouca atenção’’ dada pelas autoridades federais na Educação é o fato do Paraná ter em seu território um número de instituições federais reduzido.
De acordo com o reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Carlos Roberto Antunes dos Santos, para dividir as fatias do bolo orçamentário das universidades, o governo federal leva em conta o número de instituições federais no Estado e o contigente de servidores e professores incluídos na folha de pagamento. No caso do Paraná, o Ministério da Educação disponibiliza recursos para a UFPR e Cefet.
‘‘A UFPR, em termos de custeio de capital, é a quarta do País’’, revela Santos. O orçamento para este ano é de R$ 16,2 milhões.

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