Curitiba - A Polícia Civil do Paraná vai sugerir à polícia de Goiás que investigue as circunstâncias do nascimento da filha mais velha de Vilma Martins Costa, 47 anos, Carla Beatriz Martins da Silva, 32. A sugestão decorre da revelação de que o primeiro marido de Vilma, Carlos Soares da Silva, registrou Carla em 1972 em Curitiba. A menina teria nascido em São Paulo e estaria com dois anos de idade.
Vilma é a mãe adotiva de Osvaldo Borges Jr., 16 anos (chamado pelos pais biológicos de Pedrinho), e está sendo acusada de sequestrar o garoto numa maternidade de Brasília. Ela registrou quatro filhos. O registro de Roberta Jamally Martins Borges, 23 anos, também é objeto de investigação em Goiás, por suspeita de sequestro.
O delegado Harry Carlos Herbert, do Sicride (Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas) do Paraná, disse ontem que ''ainda não há suspeita formal'', mas que as circunstâncias do registro de Carla poderiam levar a uma terceira investigação sobre os filhos de Vilma.
Dois atestados do cartório do 3º Ofício do Registro Civil de Curitiba revelaram que as filhas mais velhas de Vilma, Carla e Patrícia Helaine Martins da Silva, 30 anos, tiveram os nascimentos registrados no mesmo dia, em Curitiba. O pai procurou o cartório em 21 de agosto de 1972. Ao cartorário da época, ele declarou o nascimento de Carla em 16 de agosto de 1970, no Hospital de Clínicas de São Paulo.
O registro de Patrícia diz que ela nasceu em 17 de agosto de 1972, no hospital Victor do Amaral de Curitiba. O nascimento de Patrícia tem anotação no livro de registros do hospital.
O escrevente Luís Arnaldo Cordeiro disse ontem que não há como precisar se, à época do registro, o pai comprovou o nascimento de Carla com documento do HC de São Paulo. Segundo ele, a exigência da guia amarela declaração do hospital ou maternidade atestando o nascimento da criança vigorou a partir de 1994.
Vilma e Soares da Silva teriam morado em Curitiba por cerca de um ano em 1972. Eles casaram na cidade. A união civil dos dois tem registro em outro cartório.
A delegada Laudelina Inácio Atunes, da Delegacia de Investigações de Crimes contra Crianças e Adolescentes de Goiânia, informou que a Polícia Civil de Goiás procurou checar informações sobre as filhas mais velhas de Vilma, mas que nada sustentou a abertura de inquéritos.
A reportagem não conseguiu contato com Vilma Martins da Costa, o ex-marido e as filhas mais velhas para comentar as informações.

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