PR não teme fim de contrato O secretário de Estado dos Transportes, Heinz Herwig, rebateu ontem as declarações feitas pelo Ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, dando conta de que o Paraná não cumpre as exigências feitas pelo governo federal no programa de privatização das rodovias. Heinz não gostou das críticas e disse que cada Estado define seus contratos de acordo com a realidade regional, que nem sempre é a mesma em todo o País. Sobre a possibilidade de o Ministério rever o contrato de concessão firmado entre o governo do Estado e a União para a exploração das rodovias, Heinz disse não ter nenhum temor. ‘‘Eles podem até pedir as estradas de volta. A única coisa que quero saber, é quem irá pagar a conta’’?, perguntou Heinz, referindo-se aos investimentos feitos pelas concessionárias e a indenização pelo rompimento do contrato com as concessionárias. O secretário não admite a comparação do processo de concessão do Paraná com o programa de privatização do governo federal. Disse, que são situações totalmente opostas, onde Estado e União trabalham com condições financeiras e estruturais que não condizem proporcionalmente. Lembrou, que enquanto o Ministério do Transporte entrega a estrada pronta para a iniciativa privada, o Paraná elaborou um programa onde as concessionárias são as responsáveis pela recuperação das rodovias. As críticas de Heinz ao governo federal ficam mais duras quando o assunto é tarifação das estradas pedagiadas. Garantiu, que que se a União lhe entregasse as rodovias duplicadas, restauradas e em excelente estado de conservação, ele conseguia estabelecer uma tarifa inferior aos R$ 3,00 a cada 100 quilômetros, como está propondo o ministro Padilha. O secretário faz referência às rodovias federais que serão privatizadas este ano, como a BR-101, entre Curitiba e Florianópolis, que o governo federal deve privatizar somente após a conclusão da duplicação. Levando em consideração o volume de obras e as condições em que as estradas foram privatizadas, Heinz entende que o Paraná tem uma das menores tarifas do País. Atualmente a média de tarifação no Anel de Integração está em R$ 1,85 por cada 100 quilômetros. Esse valor, no entanto, conforme decisão judicial deve ser reajustado em 116% no dia 27 de março, passando para quase R$ 4,00 cada 100 quilômetros. Nas rodovias que já foram privatizadas pelo governo federal, a tarifação dos 100 quilômetros é de R$ 4,29. Na avaliação de Heinz, o programa de concessão no Paraná deu certo e, no momento, precisa apenas de alguns ajustes com relação ao preço da tarifa. Assumindo que um dos únicos problemas talvez tenha sido a ousadia do governo do Estado no que diz respeito ao volume de obras, ele garante que o programa está dando certo. Se o Paraná tivesse entregue as estradas prontas, como está fazendo o governo federal, Heinz acredita que os problemas relacionados a preço, contrato e obras seriam inúmeras vezes menores.(G.F.)

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