Curitiba - O Paraná respondeu por quase 23% do total de embalagens vazias de agrotóxicos recolhidas no Brasil nos dois primeiros meses deste ano. Foram retiradas do meio ambiente 500 toneladas de embalagens, volume quatro vezes superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram recolhidas 118 toneladas. Os números foram divulgados, ontem, pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) órgão mantido por 47 fabricantes de agrotóxicos e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ao anunciarem a liderança do Brasil no ranking mundial de recolhimento e destinação final das embalagens.
De acordo com o coordenador do programa de recolhimento de embalagens no Paraná, junto à Superintendência de Desenvolvimento dos Recuros Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), Rui Muller, em 2003, o Paraná 3º estado em consumo de agrotóxicos liderou o ranking nacional em volume de embalagens recolhidas, devolvendo aos fabricantes 2 mil toneladas. A expectativa para este ano é chegar a 2,5 mil toneladas a 2,8 mil toneladas.
O volume de embalagens coletado no País cresceu 158%, passando de 850 toneladas no primeiro bimestre de 2003 para 2,2 mil toneladas em janeiro e fevereiro deste ano. Bahia, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Maranhão e Rio Grande do Sul são os estados com melhores índices de recolhimento de embalagens vazias. A estimativa do instituto é fechar 2004 com um volume de 11,7 mil toneladas de embalagens recolhidas.
De acordo com o Inpev, a média de retirada de embalagens vazias de agrotóxicos do meio ambiente no Brasil é de 50% do total comercializado, enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, esse percentual é de cerca de 25%. O Brasil tem hoje mais de 80 mil metros quadrados de área construída entre centrais e postos de recebimento e outros 700 mil metros quadrados de terrenos dedicados ao recebimento das embalagens. O Paraná tem 72 pontos de recebimento de embalagens, 15 deles funcionam como unidades centrais.

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