Curitiba - A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) projeta uma redução de 2,6% no número de homicídios no Paraná em 2011. A previsão feita para até o final do ano é de 27,82 homicídios para cada cem mil habitantes, somando 3.023 mortes. No ano passado, o Paraná registrou 30,4 homicídios para cada cem mil habitantes, num total de 3.276 ocorrências.
De acordo com os dados da Sesp, em 2010, só Curitiba e Região Metropolitana (RMC) foram responsáveis por quase metade das mortes no Estado. Mesmo com a estimativa de queda, a taxa ainda fica acima da média nacional, que é de 26 para cada 100 mil habitantes. Os números específicos e por regionais (22 no total) ainda não estão fechados e, por isso, não foram divulgados. O objetivo do governo é reduzir em 27% o número de homicídios dolosos no Estado até 2015.
''A redução nos índices de criminalidade foi pouco expressiva, mas é positiva. Os números são alarmantes e com o planejamento estratégico pretendemos ampliar a atuação no Estado, impactando diretamente na queda destes dados. Por menor que tenha sido a diminuição, ela já foi sentida. Agora temos que dar prosseguimento às ações para combater a criminalidade'', ressaltou Reinaldo de Almeida Cesar, secretário de Segurança Pública.
Numa tentativa de reduzir o número de homicídios do Estado nos próximos anos, foi apresentado ontem pela manhã, no Palácio das Araucárias, em Curitiba, o Plano Plurianual 2012-2015. O documento tem o intuito de estabelecer metas a serem alcançadas por todas as 23 Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisp) em todo o Paraná, as 13 Subáreas Integradas de Segurança Pública (Subaisp) e todos os 22 municípios da Grande Curitiba. ''Até o ano de 2015 nós pretendemos chegar a uma taxa de 21,36 que significará 2.386 assassinatos e ficará abaixo da média nacional. Este é o nosso objetivo'', aponta o coordenador-geral da Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (Cape) da Sesp.
Regiões
Segundo o secretário Reinaldo de Almeida Cesar, a princípio os focos de atuação no combate à criminalidade vão se concentrar em Curitiba e Região Metropolitana, na região de Londrina e no Oeste do Estado, principalmente nas cidades de Foz do Iguaçu, Cascavel e Toledo. O plano prevê a adoção de 10 medidas estruturantes em todo o Estado - ampliação dos efetivos e meios operacionais; instalação de unidades militares e de bombeiros; novos módulos policiais; Polícia Civil com Cidadania; mais unidades do Instituto Médico Legal (IML) e de Criminalística (IC); compra de viaturas modernas e de tecnologia embarcada; readequação e e descentralização do 190 e Centros de Comando e Controle; novos sistemas de monitoramento de câmeras e uma radiocomunicação segura.
''Além da contratação de 2 mil policiais militares e 965 policiais civis, sabemos que temos que ter uma estrutura condizente com os profissionais para que o trabalho saia bem feito. Por isso estamos adotando estas medidas para espalhar por todo o Estado a atuação contra a criminalidade'', destacou o secretário. ''Além disso, é mais do que importante a instalação de novos IMLs e ICs em diferentes regiões para desafogar a situação em algumas regionais. Em Londrina, por exemplo, o IML atende 86 municípios da Região Norte, acumulando os serviços. É um volume muito grande e temos que resolver esta questão'', explicou.
Ele também ressaltou a importância da descentralização do 190 por todo o Paraná. ''Funciona como uma porta de entrada para a atuação da polícia. Portanto é necessário que toda a população paranaense denuncie qualquer tipo de crime. É um mecanismo que tem que funcionar bem e estamos pensando nisso'', concluiu Cesar.

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