PR fiscaliza rótulos de transgênicos
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terça-feira, 30 de maio de 2006
Equipe da Folha 
Curitiba A fiscalização dos rótulos de produtos que contenham organismos geneticamente modificados (OGMs) vai começar na próxima semana no Paraná. Encontro realizado ontem apresentou o plano de fiscalização dos produtos a representantes do comércio varejista e da indústria.
''Houve a necessidade da troca de informações entre diferentes secretarias e setores privados porque a fiscalização envolve uma cadeia complexa mas a partir da semana que vem começamos a trabalhar na garantia do direito do consumidor, que deve saber como é composto o alimento que está levando para casa'', afirmou o secretário da Agricultura e Abastecimento, Newton Pohl Ribas.
Acompanhado por técnicos das secretarias da Saúde, Indústria e Comércio, Procon e Ministério Público, o secretário tratou das medidas que serão executadas para o cumprimento da lei com representantes da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) e da Associação Paranaense dos Supermercados (Apras).
Ribas antecipou que a maior parte dos alimentos contém derivados da soja, grão que já tem seu cultivo, transporte e processamento monitorado pela Seab quando há suspeita de transgenia. ''No caso da Agricultura, estaremos envolvendo técnicos dos 20 núcleos regionais espalhados pelo Estado'', salienta.
Segundo o diretor da Divisão de Alimentos do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde, Ronaldo Pizzo, a pasta já está preparada para começar o trabalho de orientação e esclarecimento. O plano de ação deverá acontecer tanto na indústria como no comércio varejista.
Para Pizzo, o decreto assinado pelo governador Roberto Requião é claro: a indústria deve apresentar o certificado de que seu produto não contém nenhum percentual de transgenia. ''Caso contenha transgênico então esta informação deverá constar do rótulo'', frisou. No Paraná, a lei estadual não apresenta tolerância quanto à transgenia, enquanto a legislação federal prevê tolerância aos alimentos com até 1% de mistura.


