PR expande programa para identificar aids
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Danilo Marconi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) passa a oferecer em dezembro o teste rápido para diagnosticar doenças sexualmente transmissíveis em pelo menos 220 municípios do Paraná. O anúncio foi feito ontem durante lançamento da campanha ''Fique Sabendo''.
Desde a década de 1980, 29.249 pessoas descobriram estar infectadas pelo vírus HIV no Estado. Em Londrina, foram registrados 2.606 casos. ''Sabemos que uma epidemia silenciosa pode estar ocorrendo e por isso, além do diagnóstico, também estamos estruturando uma rede assistencial para tratar os casos de forma humanizada e eficiente'', declarou o secretário estadual de Saúde, Michele Caputo Neto.
A Sesa capacitou 1,2 mil profissionais para trabalhar no diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis como sífilis, aids e hepatites B e C. A meta é expandir o programa para todos os municípios paranaenses até o final de 2013.
Por trás dessa reestruturação do sistema há um índice preocupante: 25% dos infectados por aids ainda não sabem que têm o vírus HIV, de acordo com o Ministério da Saúde. E a doença está cada vez mais presente na população jovem.
Segundo a Sesa, a aids ainda prevalece na população masculina, que representa 61% das pessoas com até 34 anos. No entanto, os números mais recentes revelam ainda a inversão da pirâmide se comparados apenas os jovens entre 13 e 19 anos. A psquisa mostra que 65% dos infectados nos últimos sete anos são mulheres.
A aids já representa 14 mortes para cada 100 mil habitantes jovens de Curitiba. ''São pacientes jovens que nem sabiam que estavam com o vírus, pessoas em maior situação de vulnerabilidade de morte. Nossa preocupação são as mulheres jovens, com impacto na transmissão vertical, quando passa de mãe para o filho'', alertou a coordenadora do programa DST/Aids do Estado, Elisete Ribeiro.
O diagnóstico precoce da doença contribui para ''um tratamento sem o desenvolvimento da doença'', uma vez que coquetéis de medicamentos e mudanças na rotina do paciente contribuem para a melhora da qualidade de vida do infectado. ''O processo de tratamento não é só medicamentoso, mas nutricional e com rotina de exercícios físicos. Essa mudança no estilo de vida faz parte do processo terapêutico e o atendimento específico reduz a mortalidade dessa população'', afirmou.
O teste rápido está disponível em unidades básicas de sa© úde. O exame é constituído de uma coleta de sangue e o resultado sai em apenas 30 minutos. A Sesa espera realizar 50 mil exames em dez dias de campanha.
Em Londrina, a Secretaria de Saúde vai desenvolver ações de conscientização em todas as regiões da cidade. Os exames estarão disponíveis nas principais unidades básicas da cidade.


