Curitiba- Hoje, das 8 às 17 horas, 8,7 mil postos de vacinação em todo o Estado oferecerão a vacina Sabin, contra a paralisia infantil ou poliomielite. Nesta segunda etapa de imunização a primeira foi em 11 de junho , estão sendo disponibilizadas 1,5 milhão de doses e a meta é atingir 899.412 crianças de zero a cinco anos incompletos. Em todo o País, cerca de 17 milhões de crianças deverão ser imunizadas.
Há quase 20 anos, o Paraná não registra casos de poliomielite ou paralisia infantil. O último registro da doença se deu em 1986, em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. Os últimos casos registrados no Brasil ocorreram, em 1989, nos estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba. A estratégia de barrar a poliomielite com as campanhas de imunização completa 25 anos.
''A manutenção do estado de ausência da doença no Brasil reside nas estratégias de vacinação e vigilância epidemiológica'', destaca a chefe da Divisão de Doenças Imunopreviníveis da Secretaria de Estado da Saúde, Miriam Woiski.
Miriam lembrou que os pais poderão aproveitar para colocar em dia outras vacinas. Mas, para isso, é preciso levar a carteira de vacinação. ''Quem não tiver a carteira, não deixe de comparecer nos postos para vacinar contra a pólio. Apesar do Brasil estar livre da doença, ela ainda existe em outros países é de fácil reintrodução'', alerta.
Em 1994, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a erradicação de transmissão autóctone da doença no continente americano. Os países do Pacífico Ocidental receberam o reconhecimento em 2000 e a Europa em 2002. No mundo, três regiões ainda não receberam a certificação da erradicação da pólio: África, Sudeste da Ásia e Mediterrâneo Ocidental.
A vacina oral contra a poliomielite é considerada pela OMS a única vacina capaz de viabilizar a erradicação global da doença, que causa uma infecção capaz de deixar sequelas por toda a vida ou levar à morte. A poliomielite é também conhecida como paralisia infantil por acometer principalmente as crianças.

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