PR espera explicações da Shering
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quarta-feira, 23 de setembro de 1998
Adriana Ribeiro e Agência Folha 
A Vigilância Sanitária do Paraná está aguardando manifesto oficial do Laboratório Schering do Brasil, que teve anteontem mais um de seus produtos interditados cautelarmente no Estado. Entre as informações que devem ser prestadas pela empresa está a relação dos locais que receberam o anticoncepcional Triquilar dos lotes 336 e 337, que apresentaram irregularidades. Além de não ter a quantidade necessária de drágeas, a cartela do lote 337 estava armazenada numa caixa que traz o número de lote 332.
Maria Ida Resende, chefe da Divisão de Vigilância Sanitária, disse que o laboratório já foi notificado e que prestou algumas informações por telefone. Segundo a empresa, o processo de produção faz com que seja quase impossível uma cartela de determinado lote ser conservada em uma embalagem que traz outro número de identificação. Para se certificar de que o problema não está acontecendo na própria indústria, a Vigilância Sanitária comunicou a irregularidade ao Ministério da Saúde.
As irregularidades do Triquilar foram verificadas em duas caixas do produto, que estavam sendo distribuídas por um posto de saúde de Bocaiúva do Sul, Região Metropolitana de Curitiba. A denúncia foi feita por Cláudio Guth de Freitas, que havia retirado o medicamento a mulher, no dia 17 deste mês. Em casa, eles perceberam a falta de uma drágea e retornaram para trocar a caixa.
O laboratório Schering do Brasil informou ontem, por meio de nota, que lamenta a ocorrência de casos isolados de embalagens incompletas. De acordo com o porta-voz da Schering, Álvaro Menezes, a média mundial de defeitos em embalagens de remédios é de dez para cada grupo de 1 milhão. A Schering do Brasil está abaixo da média mundial, afirma.


