Curitiba - Segundo dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNJ), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Paraná é o terceiro Estado com mais pessoas dispostas a adotar uma criança no País (3.859), atrás de São Paulo e do Rio Grande do Sul, e o quarto no ranking de crianças registradas (539). E, assim como ocorre em todo o País, a quantidade de pretendentes é muito superior ao número de crianças e adolescentes aptas a serem adotadas.
No Brasil, segundo o CNA, existem 27.298 pretendentes e 4.985 crianças aptas a serem adotadas. O motivo para que isso aconteça são as imposições dos candidatos.
Há exigências por crianças pequenas, brancas e sem irmãos, mas no CNA, na sua maioria, estão disponíveis crianças pardas ou negras e com irmãos. Poucos candidatos aceitam adotar menores acima dos 6 anos, mas menos de um quarto dos cadastrados está nessa faixa etária.
Do total de crianças aptas a serem adotadas no Estado, segundo os números do CNA, 106 estão cadastradas em Curitiba, o maior número do Paraná. Londrina tem nove crianças registradas, número menor que em outras cidades como Guarapuava (28), Cascavel (24), Ponta Grossa (20), Paranaguá (17) e Foz do Iguaçu (13). Na maioria dos casos, os menores aptos no Estado têm entre 6 e 15 anos e, em alguns casos, acima de 15.
A idade ''avançada'' das crianças e jovens representa um obstáculo para a evolução dos processos. A quantidade de pretendentes dispostos a adotar no último ano teve pouca variação. Em dezembro de 2010, o Paraná contava com 3.929 interessados e 504 crianças aptas. No Brasil, eram 30.378 candidatos e 7.949 crianças cadastradas.
Desde a criação do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), em abril de 2008, apenas 663 crianças em todo o País ganharam uma família por meio do sistema. O número, segundo o CNJ, não representa o total de novas famílias porque a ferramenta ainda não é utilizada plenamente pelos juízes - o que deveria ser obrigatório - e ainda ocorrem procedimentos fora do CNA.(R.C.J.)

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