PR é 16º em desiguldade no número de médicos
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quinta-feira, 01 de dezembro de 2011
Davi Baldussi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - Os usuários do sistema público de saúde no Paraná contam com cinco vezes menos médicos do que os pacientes do setor privado. O Estado é o 16º no ranking de desigualdade público/privado do País, de acordo com ranking divulgado ontem pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp).
Para cada mil usuários de planos de saúde há 8,97 postos médicos ocupados. Por outro lado para cada mil usuários do sistema público existem apenas 1,63 postos médicos ocupados. De acordo com levantamento do CFM, existem no Estado 8 milhões de pessoas que são atendidas por 13.039 postos médicos do serviço público. É possível que um mesmo profissional ocupe mais de um destes postos de trabalho. Já no setor privado há 2,4 milhões de paranaenses com planos de saúde que têm à disposição 21.868 postos de trabalho médico.
Além de ser desigual na comparação entre público e privado, o Paraná também está abaixo da média nacional na oferta de postos médicos para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Enquanto a média nacional é de 1,95 postos médicos ocupados para cada mil habitantes, o Paraná registra 1,63. O Rio de Janeiro lidera com 3,63 médicos por mil usuários.
O estudo também aponta desigualdade na oferta de serviço público entre cidades do Interior e da Capital. Curitiba, por exemplo, com 776 mil habitantes usuários do SUS, possui 3.309 postos médicos, o que dá uma média de 4,26 postos médicos ocupados para cada mil habitantes - o dobro da média estadual. Curitiba fica em oitavo lugar entre as capitais com maior oferta de médicos para pacientes do SUS. Quem lidera é Vitória (ES), com 25 postos médicos para cada mil pacientes.
Batizado de Demografia Médica na Brasil, o estudo do CFM estampa as desigualdades na assistência encontradas no País. O documento destaca que o crescimento expressivo do número de escolas médicas não significa uma melhora na oferta de assistência, muito menos na qualidade dos serviços. Além das diferenças, o relatório traça um perfil do profissional médico. A profissão é exercida predominantemente por jovens. O grupo de médicos de até 39 anos representa 42,5% dos profissionais da ativa.
Segundo o levantamento, há 40 anos o número de médicos no País tem crescido exponencialmente. Entre 1970, quando havia 58.994 médicos, e o presente momento, o número de médicos cresceu 530%. Em outubro deste ano, os conselhos de medicina registravam a existência de 371.788 médicos em atividade no Brasil. O percentual é mais de cinco vezes maior que o do crescimento da população nas últimas cinco décadas, que aumentou 104,8%.(Com Agência Estado)


