PR discute estratégias de prevenção ao ebola
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quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Se antecipando a qualquer registro de caso confirmado de ebola no Brasil, a Comissão Estadual de Infectologia se reuniu ontem, em Curitiba, para discutir medidas de prevenção e de enfrentamento contra uma possível introdução do vírus no Estado. Mais de 700 pessoas participaram do encontro que foi transmitido por videoconferência com as 22 regionais de Saúde, entre médicos, enfermeiros, representantes de hospitais, sociedades médicas e secretários municipais de saúde.
Conforme o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, o risco é menor do que outras doenças, entretanto existe um alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS) em relação ao vírus. Ele reforçou que os dois casos suspeitos de infecção por ebola identificados em Londrina foram descartados. Uma mulher de 46 anos, que veio da Angola, e um homem de 61 anos, oriundo do Togo, apresentaram sintomas semelhantes aos da doença, contudo foram diagnosticados com cardiopatia e malária, respectivamente. "Fizemos um alinhamento de condutas entre os municípios, Regionais e hospitais visando a prevenção do ebola. O Estado tem uma boa referência laboratorial, hospitalar e um sistema de vigilância epidemiológica bastante eficiente. Temos boa vigilância nos portos e aeroportos e então a população tem que ficar atenta principalmente aos sintomas. Principalmente aqueles que vieram das regiões afetadas pela doença na África", disse.
Segundo a Sesa, será definido como caso suspeito todo paciente que apresentar febre alta e sintomas de hemorragia em até 21 dias após retornar de um dos quatro países africanos com surto. Atualmente, quatro países do continente registram surtos da doença: Serra Leoa, Guiné-Conacri, Libéria e Nigéria, que confirmaram 1.013 mortes e 1.848 casos já notificados.
"A pessoa que apresentar os sintomas deve procurar o serviço de saúde mais próximo. Todas as unidades foram informadas a notificar a Sesa o mais rápido possível e o protocolo de atendimento será aplicado imediatamente. Caso se classifique este paciente como caso suspeito, ele será isolado imediatamente e encaminhado para um hospital de referência", ressaltou Miriam Woiski, do Centro de Informações e Respostas Estratégicas às Emergências de Vigilância em Saúde (CIEVS) da Sesa.
De acordo com o protocolo, depois do primeiro atendimento, o paciente será encaminhado através do Samu para um dos hospitais inicialmente indicados como referência: Hospital Regional do Litoral (Paranaguá), Hospital de Clínicas da UFPR (Curitiba), Hospital do Trabalhador (Curitiba) e Hospital Municipal de Foz do Iguaçu. A Secretaria da Saúde também propôs a indicação de mais três hospitais ao Ministério da Saúde: os hospitais universitários de Londrina, Maringá e Cascavel.


