PR corre para reduzir desastres naturais
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segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Londrina - Ano após ano, Londrina e região registram casos de destelhamentos, enchentes e desabamentos em função da chuva, elevação do nível dos rios e força dos ventos. Um dos que mais geraram prejuízo ocorreu em outubro de 2011, quando fortes chuvas provocaram o transbordamento do Lago Igapó e deixaram um rastro de destruição. No dia 22 de setembro, um forte vendaval também passou pelo município devastando uma série de moradias e edificações. Ainda que os governos federal e estadual anunciem investimentos em planos de prevenção, a cada episódio, a impressão é que nada ou pouco foi feito.
Como o município fica em uma área de instabilidade climática, a tendência é que ocorrências do tipo se repitam. Por isso, especialistas são contundentes em dizer que planos de prevenção e monitoramento são imprescindíveis, pois reduziriam consideravelmente os prejuízos. Isso porque, mesmo que a ocorrência não possa ser evitada, os danos, pelos menos, podem ser minimizados.
No ano passado, o governo federal anunciou o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais, que faria o mapeamento das áreas de risco e a estruturação do Sistema de Prevenção, Monitoramento e Alerta e Resposta a desastres naturais.
Até o final do ano passado, conforme levantamento realizado pela FOLHA, apenas 14 municípios do Paraná tinham seus planos concluídos. Segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, a meta é que 200 municípios estejam com seus planos até o final de 2013. Dos 61 municípios que compõem a regional de Londrina, apenas sete estão com o plano em andamento: Santo Antônio da Platina, Londrina, Arapongas, Ibiporã, Bela Vista do Paraíso, Ibaiti e Cambará. A elaboração está sendo feita por um sistema informatizado que cria um plano mediante o preenchimento de informações pela Defesa Civil da região.
Já a sala de situação do Paraná que seria coordenada pela Defesa Civil - amplamente divulgada nos últimos cinco anos - parece não ter avançado muito. Segundo o capitão Eduardo Pinheiro, da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Paraná, este não é um processo rápido e depende de financiamento. Pinheiro garante, no entanto, que o Estado está se preparando para a gestão de riscos e desastres. "Tivemos alguns entraves, porém, o orçamento de 2013 já previu a implantação de estações pluviométricas para aprimoramento da rede hidrometeorológica."
Enquanto isso, uma sala de plantão 24 horas começou as atividades integrando as instituições, à medida em que a estrutura física ainda recebe adequações. "O mais importante é que haja comunicação e responsabilidade compartilhada entre os vários grupos e órgãos como Secretaria do Meio Ambiente, de Saúde, conselhos e entidades de pesquisa", explica o capitão, reiterando que a Defesa Civil vai centralizar as informações repassadas.
No entanto, de nada adianta apenas o trabalho de uma frente. Os municípios precisam elaborar seus planos de contingência para terem medidas preventivas e darem agilidade quando houver estado de calamidade ou situação de emergência. Diretor adjunto do Centro de Apoio Científico em Desastres (Cenacid) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Renato Lima explica que o primeiro passo para elaboração de planos de prevenção é conhecer os processos perigosos, sua magnitude, para, então, mapear as zonas de risco.
Num segundo passo, é preciso traçar as ações mais adequadas para enfrentar esses processos. "Basicamente são duas frentes: reduzir o processos perigosos ou diminuir os prejuízos. Construir uma represa para a contenção de enchente do rio é reduzir o processo perigoso. Já a retirada de pessoas da áreas de inundação é diminuir o prejuízo", diferencia.
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