Curitiba - A Comissão Intergestores Bipartite do Paraná assinou ontem deliberação para que seja adotado o critério clínico epidemiológico em caso de vigência de epidemia de dengue no Estado. Segundo Márcia Gil Aldenucci, coordenadora do Programa Estadual de Combate à Dengue, a deliberação representa duas alterações principais: em caso de epidemia, as sorologias para confirmação de casos serão feitas por amostragem e a atenção aos pacientes com suspeita da doença será redobrada.
A deliberação foi assinada durante uma reunião que definiu a formatação de comissões estadual, macrorregionais e municipais para combater a doença. De acordo com Márcia, as secretarias executivas dessas comissões serão compostas por representantes de órgãos da administração pública direta e indireta, mas a atuação dos grupos poderá ter a contribuição de entidades não governamentais.
''Essas comissões têm a finalidade de fortalecer a sustentação do programa de combate à dengue'', afirmou a coordenadora. A chegada do verão preocupa, pois as altas temperaturas e a maior incidência de chuvas típicas da estação podem facilitar uma epidemia da doença. Em 2007, já foram confirmados 26.448 casos de dengue no Paraná. Embora Maringá reúna o maior número absoluto de casos confirmados (6.313), Doutor Camargo (32 km a oeste de Maringá), com 469 ocorrências, tem o maior coeficiente de incidência do Estado.
Ontem, a Comissão Bipartite também definiu a expansão da utilização da metodologia LIRAa no Paraná. De acordo com Márcia, a metodologia, que afere a infestação do mosquito da dengue, já foi aplicada em 19 municípios do Estado. Agora, outras localidades, que anteriormente utilizavam o método LIA (por amostragem e menos específico), poderão utilizar o LIRAa. Entretanto, a aplicação só será possível em municípios com mais 15 mil imóveis.

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