São Paulo, 24 (AE) - A Petroquímica União (PqU), central de matérias-primas do pólo petroquímico de Capuava (SP), já está pronta para produzir 23 mil metros cúbicos de gasolina por mês ou 276 mil metros cúbicos por ano, o que significa cerca de 3% do consumo paulista anual. O gerente comercial da PqU, Hermes Novazzi, afirmou que a produção deverá começar ainda neste semestre. O impacto sobre o faturamento da companhia, disse ele, será positivo, mas ainda não foi calculado.
Assim como a Copene e a Copesul, centrais petroquímicas de Camaçari (BA) e de Triunfo (RS), a PqU não pretende distribuir a gasolina, repassando-a ao atacado de combustíveis. As três centrais foram autorizadas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), no dia 22, a aproveitar parte da nafta e efluentes ricos nesse insumo petroquímico para a fabricação de gasolina, ao invés de devolver as correntes às refinarias da Petrobras. O objetivo da ANP é evitar que esses resíduos e excedentes de solventes entrem no mercado clandestinamente e sejam usados para adulterar a gasolina nos postos de combustível.
Hoje, a PqU possui capacidade para processar 1,8 milhão t/ano de nafta ou 500 mil t/ano de eteno, matéria-prima petroquímica básica. Há uma expansão programada de 170 mil t/ano de eteno, que será feita a partir de gás fornecido pelas refinarias da Petrobras em Capuava (Recap) e no Vale do Paraíba (Revap). Nesse caso, o aumento da produção de petroquímicos não causará incremento na fabricação da gasolina, pois o gás não pode ser utilizado na produção de solventes. O mesmo vale para os novos pólos gás-químico fluminense e petroquímico paulista, pois ambos utilizarão o gás como insumo.

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