Brasília, 30 (AE) - O PPS cresceu e saiu favorecido com o troca-troca de partidos. Hoje, foi a data final de filiação partidária para quem deseja ser candidato nas eleições municipais de 2000 e, até o fim da tarde, o PPS contava com 12 deputados. Tem a promessa de novas aquisições ao longo da próxima semana. O partido também ampliou as bases no Senado, com a adesão do ex-tucano Paulo Hartung (ES). Ele será o líder do PPS, que passou a contar com três senadores e, com isso, terá estrutura própria e formalizará o desligamento do bloco de oposição no Senado.
O líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), diz que as mudanças tem a ver com questões regionais. "As mudanças de partido, agora, dão-se basicamente em função da sucessão municipal", afirmou o líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP).
É o caso do deputado Airton Xerêz, que deixou o PSDB e ingressou no PPS disposto a concorrer à prefeitura do Rio. "Mas a mudança não é uma questão de oportunismo", avisou Xerêz. "Estou cansado do PSDB, que perdeu o perfil social-democrata e se deixa levar pela política macroeconômica do FMI (Fundo Monetário Internacional)", explicou.
O também ex-tucano Emerson Kapaz (SP), recém-filiado ao PPS, acredita que o novo partido chegará a ter 20 deputados. "Muitos preferem entrar para o partido depois do dia 30", contou.
Em Vitória, o PPS deverá apoiar a candidatura à reeleição do prefeito Veloso Lucas (PSDB). Mas Hartung passou a ser uma candidatura reserva, caso o prefeito tucano não consiga legenda no partido por questões regionais.
Os números são preliminares, mas Oliveira disse que, entre perdas e ganhos, o PFL passou de 112 para 107 deputados. Já o PSDB perdeu seis e ganhou quatro, ficando com 101 parlamentares na Câmara. O PTB ganhou quatro, passando a ter 25 deputados na bancada. A correlação de forças na Câmara, no entanto, continua a mesma.

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