São Paulo, 20 (AE) - O Partido Progressista Brasileiro (PPB), principal legenda de apoio ao prefeito de São Paulo, Celso Pitta (sem partido), na Câmara Municipal, pode perder mais um membro esta semana. A vereadora Myryam Athie declarou hoje que deve deixar o partido. A debandada, porém, pode ser ainda maior, segundo próprios integrantes do PPB.
Com a eventual saída de Myryam, o PPB passaria a ter 15 membros na Câmara, seis a menos que a sua composição original. Já deixaram o partido os vereadores Faria Lima (sem partido), Bruno Féder (PTB), Maeli Vergniano (sem partido), Alan Lopes (PTB) e o presidente da Câmara, Armando Mellão (sem partido). Vicente Viscome foi expulso após o início das denúncias de corrupção.
Segundo Myryam, sua permanência no partido dependerá da reestruturação da legenda após o desgaste dos últimos meses. "É necessário uma reciclagem no partido, que foi muito atingido pelas denúncias publicadas na imprensa", justificou.
Myryam negou que a eventual mudança de partido esteja ligada à transferência do deputado federal e ex-pepebista Ricardo Izar, ao qual é ligado politicamente, e que recentemente foi para o PMDB. "Minha permenência está ligada à uma reestruturação total dentro do PPB", frisou Myryam. "As decisões internas tem de ser tomadas pela base, e não de cima para baixo", completou.
Myryam disse que ainda não sabe para qual partido irá caso realmente saia do PPB. "Tenho recebido muitos convites, mas ainda não me defini", disse. A troca, segundo ela, não afetará seu apoio ao prefeito Celso Pitta na Câmara. Porém, ela não descarta a hipótese de partir para a oposição.
"Esta semana conversarei com o prefeito e, ou a credibilidade da Prefeitura é restaurada, ou até posso partir para a oposição", afirmou. Outro vereadores também podem deixar o partido. "A situação está complicada, pois não há uma postura clara da legenda dentro da Câmara", disse um pepebista insatisfeito. Segundo ele, além de Myryam pelo menos mais três vereadores podem trocar de legenda nas próximas semanas.
"O partido sofreu um desgaste muito grande e a situação ainda é delicada", admitiu Miguel Colasuonno. Segundo ele, a situação na Câmara deve ser contornada com a eleição da nova diretoria estadual do PPB, hoje. "O Adhemar de Barros Filho é um nome muito bom para unir novamente o partido e evitar dissidências", disse Colasuonno.

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