Brasília, 22 (AE) - O PFL deverá contestar formalmente a indicação do presidente do PMDB e líder do partido no Senado, Jader Barbalho (PA), para a relatoria do Plano Plurianual de Investimentos (PPA), na sessão de hoje do Congresso Nacional, convocada para apreciar vetos presidenciais. Embora os líderes de outros partidos estejam tentando encontrar uma saída política para o impasse, até ontem à noite não havia sinais de recuo em nenhum dos dois lados.
Com o apoio da oposição e a inércia do PSDB, o PMDB conseguiu realizar a primeira reunião da Comissão Mista de Planos e Orçamentos, consumando a indicação de Barbalho, contra a vontade do presidente do Congresso, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), que ontem travou um debate respeitoso com Barbalho no plenário do Senado, mas utilizou um parecer encomendado pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ)
José Carlos Alelui a (PFL-BA), para manter a ameaça de destituição de presidente do PMDB da relatoria do PPA.
Magalhães acenou com a possibilidade de um entendimento ao reconhecer a igualdade entre todos os senadores. Mas o PMDB está convencido de que não tem nada a perder com o enfrentamento. "Alguém precisa peitar o ACM, já que o presidente Fernando Henrique Cardoso não toma a iniciativa", dizia ontem um vice-líder do PMDB na Câmara.
Parlamentares da oposição e do próprio PSDB concordam com essa declaração, embora não a confirmem publicamente. Por isso, o PMDB vem conseguindo sustentar sua posição, apesar de formalmente isolado na interpretação do Regimento em relação à indicação do relator do PPA.

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