Warren NabucoA antiga igreja ucraniana, construída em madeira, está sendo substituída por uma de concretoDescendentes de famílias libanesas, ucranianas, polonesas e alemãs, que se fixaram no distrito no início do século, movimentam a economia local. Muitos deles foram suinocultores e, até os anos 50, levavam os animais para vender em Ponta Grossa em caminhadas que duravam até dois dias.
Hoje, poucos prédios revelam culturas estrangeiras. A pequena igreja Ucraniana Ortodoxa, construída em madeira no alto de um morro, em breve será demolida. No local está sendo construída uma igreja nova. Casas de madeiras revelam a colonização polaca. Os telhados são altos e inclinados. A pintura geralmente apresenta geralmente cores fortes.
Os nove estabelecimentos comerciais estão nas mãos da família Derbli, de origem libanesa. Mesmo sob o domínio de uma única família, os proprietários afirmam que não há competição entre si. ‘‘Temos fregueses cativos. E o que falta no meu estabelecimento pode ser encontrado na mercearia do meu primo, do meu irmão, e vice-versa’’, comenta o vereador João Airton Derbli (PPB), 48 anos.
Grande produtor de milho e de feijão preto, o distrito não dispõe de tecnologia na zona rural. Para o presidente da Associação dos Agricultores, Miguel Worubi, 61 anos, que sempre viveu no distrito, é necessário que os produtores da região recebam informações de novas técnicas para aumentar ainda mais a produção.
Engenheiro agrônomo, o prefeito Golba se esforça para manter o homem no campo. Recentemente, várias famílias venderam suas terras para grandes pecuaristas e foram tentar a sorte em grandes centros. ‘‘O preço da terra é muito baixo por aqui’’, diz o prefeito.
‘‘Mas não adianta ter somente a tecnologia e acesso à informação. Precisamos também ter boas estradas para escoamento da safra. O asfalto e a ponte sobre o Rio Ivaizinho são primordiais para que possamos crescer’’, afirma Miguel Worubi. ‘‘Vivo aqui por teimosia’’, admite.

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