San Salvador, 07 (AE-REUTERS) Os salvadorenhos pareciam pouco convencidos hoje (07) de afluir às urnas para eleger seu próximo presidente, apesar dos reiterados chamados dos candidatos e das autoriadades eleitorais.
Nos 387 centros de votação foram colocadas 8.132 urnas e esses apresentaram pouca afluência dos 3,04 milhões de eleitores inscritos, afirmaram correspondentes locais e porta-vozes de partidos políticos em disputa.
Acompanhados por um grupo de observadores internacionais e cerca de 500 jornalistas, as eleições se realizavam sem incidentes nos 262 municípios, disseram dirigentes políticos e membros do Supremo Tribunal Eleitoral.
O presidente Armando Calderón Sol e os dois principais candidatos, dos sete inscritos pelos partidos e coalizões, chamaram aos salvadorenhos a votar, já que não houve grande comparecimento.
Calderón foi dos primeiros a votar e chamou aos salvadorenhos a superar a apatia prevista por várias pesquisas e analistas.
"O voto é uma obrigação de todo cidadão e esperamos que os eleitores compareçam às urnas", afirmou Calderón em uma coletiva de imprensa no complexo de edifícios da Feira Internacional, no oeste San Salvador.
O presidente advertiu que seu sucessor, que governará desde 1 de junho de 1999 até 2004, deverá solucionar os graves problemas sociais que afetam a população. "Temos que continuar gerando emprego e bem-estar reduzindo os níveis de pobreza", disse.
O candidato de seu partido, o direitista Alianza Republicana Nacionlista (Arena), Francisco Flores, também chamou os eleitores a votar e reitereou que "há uma boa oportunidade de ganhar em primeiro turno". Segundo as primeiras pesquisas de intenção de votos divulgadas logo depois do fechamento das urnas, Flores está em vantagem na preferência do eleitorado.
Acompanhado de sua mulher, Lourdes Rodríguez, o candidato do ex-movimento guerrilheiro Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FLMLN), Facundo Guardado, declarou aos jornalistas que tudo estava decorrendo normalmetne e que ele ganharia as eleições.
"Vamos ganhar, assumirei a presidência em 1 de junho e govenarei para todos os salvadorenhos", afirmou o ex-chefe rebelde vestido com uma jaqueta azul, que foi saudado pelo sueguidores.
Nas ruas de San Salvador e das principais cidades parecia um fim de semana normal, somente se observando algum movimento de veículos e pessoas nos locais próximos à votação.
A polícia destacou 18 mil agentes para dar segurança ao último acontecimento eleitoral do século e outros sete mil civis ficaram em alerta, informaram as autoridades.

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