A documentação é um problema constante entre os refugiados que desejam continuar os estudos no Brasil ou validar um diploma de graduação para ingressar no mercado de trabalho. Quando deixam seus países de origem, muitos refugiados não conseguem trazer documentos. Ou porque perderam, ou porque tiveram que sair às pressas de um país em guerra. Nesse sentido, o vice-reitor da universidade, Rogério Mulinari, explica que a UFPR pretende adotar uma postura flexível, aceitando, por exemplo, documentos não consularizados e dando um peso importante para as entrevistas e testes em que os candidatos irão mostrar o conteúdo adquirido em seus países. Também serão aceitos, sem tradução, documentos nos idiomas espanhol, francês, inglês, italiano e alemão. Ou seja, cada caso é um caso.
Segundo o vice-reitor, para atender os refugiados, serão aproveitadas vagas ociosas. O ingresso será no primeiro semestre de 2016. Caso um candidato migrante não encontre vaga no curso desejado, ele fica em uma lista de espera. Mulinari lembra que os haitianos são a maioria dos estrangeiros que procuram esse programa da Federal. (A.D.C.)

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