Londrina - Os postos de combustíveis retomados pela Prefeitura depois do fim do contrato de cessão, estão se transformando em ''mocós'', locais invadidos por moradores de ruas e consumidores de drogas. A reportagem da FOLHA visitou os seis postos e constatou que a maioria dos locais está depredada.
No posto localizado na avenida Leste-Oeste, ao lado da construção do terminal urbano da Zona Oeste, viciados deixaram cachimbos com os quais fumam pedras de crack. O garçon Jean Carlos da Silva, de 22 anos, vizinho do local, contou que quando chega do trabalho, por volta das 4 horas, sempre se depara com consumidores de crack no posto em frente a sua casa. Silva relata que os dependentes de drogas estão também furtando os materiais que permaneceram no local, como fiação elétrica, telhas de zinco etc. ''Geralmente me deparo com cerca de dez pessoas frequentando o espaço e isso me preocupa, pois a minha esposa fica sozinha e eu temo pela segurança dela'', comenta.
O mecânico Fernando Feitosa, de 23 anos, conta que o nome de uma das drogadas que frequenta o local é Angélica. ''É ela quem comanda os demais'', diz. Feitosa relata que os tapumes de telhas de zinco das obras do terminal urbano da Zona Oeste foram retirados por esse grupo. ''Provavelmente eles retiram esse material para vender e comprar mais droga'', supõe.
Perto dali, no posto localizado próximo à avenida Rio Branco, a reportagem encontrou duas pessoas mexendo no quadro de luz. Elas se identficaram como Cléber e Marcelo e falaram que foram contratadas para vigiar o posto desativado para evitar furtos no local. Eles informaram que não eram servidores municipais e não souberam informar o nome de quem as contratou. ''Viemos aqui para vigiar o local'', afirmou Cléber. Indagado se eles dormiam ali, Marcelo respondeu que sim.
No posto, ao lado do aeroporto, o cheiro de urina está forte, indicando que pessoas têm utilizado o local como sanitário, mas a estrutura ainda está boa, sem grandes registros de vandalismo.
No posto localizado próximo ao 4º Distrito da Polícia Civil, na avenida Dez de Dezembro, existem lâmpadas fluorescentes quebradas em diversos locais e o local também está sendo utilizado como banheiro por andarilhos que passam por ali. O posto, localizado ao lado do autódromo, está em condições precárias, com várias infiltrações e muito lixo espalhado.
Dois funcionários da Divisão de Patrimônio Público estiveram ontem no local para realizar medições das portas e janelas.''Com essas medidas faremos um orçamento para colocar tapumes em todas as entradas para evitar que o local se torne um mocó'', explica o servidor Roberto Lélis, de 51 anos. Segundo ele, esse trabalho de medição foi realizado em três postos desativados até o momento.
O posto da rodoviária é o mais bem conservado de todos, pois o local possui uma viatura da Guarda Municipal 24 horas por dia. A responsabilidade pela guarda dos locais enquanto eles não passarem por nova licitação está a cargo da Diretoria de Patrimônio Público.

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Postos de combustíveis desapropriados viram 'mocós'
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