Curitiba Vinte e um mil reais. Esse foi o valor roubado em mais um assalto a um posto de combustíveis na noite da última quinta-feira em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Uma pesquisa elaborada pelo Sindicombustíveis, entidade que representa os postos no Estado, apontou que os assaltos já vêm ocorrendo em grande quantidade desde 2001, porém a situação se tornou caótica este ano. De acordo com a pesquisa, que abrange 89% dos postos de Curitiba e 76% da RMC, dos 813 assaltos ocorridos nos últimos quatro anos na Capital, 33% foram em 2004. Já na RMC, em 2004 aconteceram 22% dos 268 assaltos de 2001 até hoje.
Pouco mais da metade (53,4%) dos postos da RMC que participaram da pesquisa já foi alvo de assalto pelo menos uma vez. O posto Cupim, que teve os R$ 21 mil roubados em uma única vez, não entrou nas estatísticas do Sindicombustíveis. Porém, se entrasse, segundo o proprietário, Angelo Zanluchi, iria somar mais 21 assaltos entre 2003 e 2004. ''Tenho câmara, tenho segurança armado, mas não adianta. Eles entram encapuzados e levam funcionários como reféns. Estou revoltado. Já falei com a polícia, com a prefeitura, com a Secretaria de Estado da Segurança. Alguém vai ter que fazer alguma coisa'', reclamou.
A Secretaria de Estado da Segurança informou, através da assessoria, que a Polícia Militar (PM) já esteve reunida com os donos de postos e que uma força-tarefa, que intensifica a vigilância, já está em prática. Além disso, a secretaria informou que o serviço de inteligência da PM e da Polícia Civil deverá ter, em três meses, um levantamento da situação de todos os postos para avaliar o que precisa ser melhorado.
O superintendente da delegacia de São José, Altair Ferreira, afirmou que a polícia está investigando o problema no município e já tem mais de dez pessoas presas. Contudo, ele lembra que a cidade é rodeada por muitas rodovias e que muitos postos, como o Cupim, são afastados e ficam abertos toda a noite, o que dificulta o policiamento. ''Os proprietários precisam se precaver e não manter grandes valores no caixa. A PM trabalha com quatro viaturas e nós com seis e temos 22 postos abertos na cidade à noite. Não tem quem cuide só dos postos'', argumenta.

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