A melhoria na qualidade do serviço nos postos de atendimento ao turista é a meta da Foztur para os meses de janeiro e fevereiro. A considerada alta temporada terá novidades como um novo posto de atendimento móvel próximo à Ponte da Amizade e a reabertura do posto da BR-277, que permaneceu fechado por algumas semanas, devido à falta de demanda.
A informatização da empresa ainda não tem data prevista. Além de detalhes técnicos para a implantação da rede de fibras óticas, a Foztur espera a mudança de sua configuração jurídica para instalar os computadores. Provavelmente, a Câmara de Vereadores deve aprovar, ainda em 1998, o projeto de lei do Executivo que propõe essa transformação. O orgão oficial de turismo passará a ser uma autarquia. Hoje, é uma empresa de economia mista.
Autarquia ou empresa mista, a Foztur deverá manter o quadro de 71 funcionários, considerado enxuto pelos diretores da empresa. Quanto a programas de aperfeiçoamento profissional para funcionários que atendem nos postos da empresa, a garantia é que serão mantidos no mesmo ritmo. A Folha da Amizade ouviu alguns funcionários da empresa, que não quiseram se identificar. A maioria não reconhece uma melhoria no programa de treinamentos. ‘‘O que estamos vendo é uma piora do serviço’’, resumiu um dos insatisfeitos.
‘‘É uma questão semântica. Nos consideramos reciclagem as reuniões mensais onde existem avaliação e metas a cumprir. Depois da reportagem da Folha, nós refletimos sobre os problemas e todos foram reorientados’’, explica Silvia Thomazi, diretora técnica da empresa.
Auxiliares bilíngues e auxiliares de turismo ocupam os dois cargos destinados ao atendimento aos turistas. Os primeiros só estão presentes nos postos do Calçadão e do Aeroporto. Nos demais, permanecem atendendo apenas os auxiliares de turismo.
‘‘Fizemos um remanejamento, em função de estudos sobre a demanda de postos. Em alguns, a procura de turistas que falavam inglês era tão pequena que não justificava a presença de um bilíngue’’, explica a diretora técnica. No caso de visitas isoladas, a empresa recomenda ao atendente o auxílio do Teletur, serviço que mantém funcionário bilíngue.
Apesar das declarações de diretores, que afirmam que os postos de atendimento são prioridade na Foztur, a Folha voltou a constatar problemas na estrutura e na divulgação dos postos. O do Aeroporto Internacional está sem linha telefônica e alguns postos aparecem com números incorretos em seu endereço eletrônico na Internet.

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