Postos começam a vacinar contra pólio
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sábado, 15 de agosto de 2015
Antoniele Luciano<br> Reportagem Local 
Londrina Com o Zé Gotinha por perto, o pequeno Wladimir Lázaro, de 8 meses, nem se incomodou em receber a vacina contra a poliomielite. A gota que protege contra a paralisia infantil começou a ser aplicada ontem em crianças de seis meses a 5 anos incompletos. Em Londrina, a campanha contra a doença, que ataca o sistema nervoso e é capaz de provocar paralisia irreversível, tem como meta distribuir 30 mil doses até o dia 31 de agosto. A abertura da vacinação ocorreu na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Conjunto Milton Gavetti, na zona norte da cidade.
"Vi na televisão que a campanha iria começar e quis trazer ele no primeiro dia para ficar mais tranquila", contou a mãe de Wladimir, a dona de casa Mirian Alves Machieto, 29. Ela também aproveitou para atualizar o calendário de vacinação do bebê.
Segundo a coordenadora de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Sônia Fernandes, o intuito da campanha é vacinar o público-alvo contra a poliomielite e possibilitar que os pais tenham oportunidade de ficar em dia com a carteirinha de vacinação das crianças, ao disponibilizar doses de rotina. A expectativa é atingir uma cobertura acima do índice registrado no ano passado, quando somente 87% da faixa etária preconizada recebeu o imunizante. "A adesão foi baixa porque como não temos mais casos de poliomielite desde a década de 1990 as pessoas pensam que a dose pode ser dispensada. Mas não é assim. Independente da situação da carteirinha da criança, ela precisa ser vacinada anualmente contra paralisia", salientou.
Sônia observou que só é possível garantir que a América Latina fique livre da doença a partir da vacinação de todo o público-alvo. Ela lamentou que a taxa de crianças de até 2 anos e que não estão com as vacinas para sua idade em dia ainda esteja na casa dos 20% no município. "É algo que coloca em risco a saúde da criança e todo o esforço coletivo para erradicar o problema. Faz mais de dez anos, por exemplo, que não temos mais casos aqui de sarampo ou rubéola. Se a criança não é vacinada, ela e adultos podem acabar tendo a doença", enfatizou.
Conforme o Ministério da Saúde, além da dose contra poliomielite, as crianças podem receber vacina contra rotavírus, varicela, meningites, tuberculose, sarampo, rubéola, coqueluche, caxumba, febre amarela e hepatites nas UBSs. Basta que os pais levem a caderneta da criança para que os profissionais de saúde avaliem as doses atrasadas.
O vendedor Éder Montes, de 50 anos, relatou que segue à risca o calendário de vacinação da filha Gabriela, de 2. "Está tudo sempre em dia", garantiu. A menina foi uma das primeiras crianças a tomarem a dose contra a paralisia infantil no posto do Milton Gavetti. Na unidade, o movimento pela manhã era baixo. Já na UBS do Conjunto Rui Carnasciali, também na zona Norte, o fluxo de crianças chegando acompanhadas pelos pais era maior. O pequeno Murilo, de 3, nem chorou para receber a vacina. "Já viemos explicando antes, que não dói. É uma vacina importante para o desenvolvimento dele", disse a mãe do garoto, Roberta Benna, de 29.
Crianças com infecções agudas, febre acima de 38 graus Celsius (ºC) ou hipersensibilidade a algum componente da vacina precisam ser avaliadas antes por um médico para saber se a imunização é indicada, alerta o Ministério da Saúde.


