Curitiba- Quatro pessoas da provável família da menor D.C.S., raptada há 13 anos de um hospital de Santos, Litoral paulista, estiveram ontem no Instituto de Criminalística, em Curitiba, para que fossem colhidas amostras de sangue para o exame de DNA. O material deve chegar hoje aos peritos de São Paulo. A previsão do titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Baixada Santista, Gaetano Vergine, que esteve em Curitiba e responde pelo caso, é de que o laudo seja concluído em, no máximo, um mês.
O delegado informou que assim que os exames ficarem prontos, o caso será encaminhado à Justiça, que decidirá sobre a guarda da adolescente. A menor ainda está com a doméstica Silvânia Claurindo Souza, 37 anos, acusada do rapto de outras três crianças. Apesar de ter sido indiciada em quatro inquéritos, Silvânia não foi presa porque, segundo o delegado, ela ''não representa risco à sociedade'' e não está atrapalhando as investigações. Silvânia teria se proposto a levar a menina para a coleta de sangue no Instituto de Criminalística, em Santos. Ela alega que D.C.S. teria sido dada pela mãe. Os prováveis familiares negam a versão.
Além da cabeleireira Roseli do Rocio Machado dos Santos, que seria tia da menina, prestaram depoimento e tiveram o sangue coletado para o exame de DNA, Mônica Gusso, Marcílio Jeremias Filho, também prováveis tios, e Terezinha de Jesus Batista, que seria a avó.
''Eu tenho certeza que é a minha sobrinha'', declarou Roseli. A confiança, explicou ela, é que os fatos batem com a data em que sua sobrinha foi levada do Hospital Guilherme Álvaro: 10 de dezembro de 1990, cinco dias depois do nascimento da menina. Na época, Márcia Jeremias, mãe da menor raptada, morava com a irmã Roseli, em Santos. Márcia morreu em 1999, aos 35 anos. Roseli não quis comentar a morte da irmã.
A polícia de Santos não trouxe nenhuma foto da menina que foi encontrada com a doméstica Silvânia. Roseli contou que ao mostrar uma foto da irmã para o delegado que investiga o caso, ele reconheceu que a adolescente teria os mesmos traços de Márcia. Outro fato que reforça a certeza de Roseli sobre o paradeiro de sua sobrinha é que não houve, na mesma época, nenhum outro caso de rapto de criança em Santos.
A cabeleireira tem dois filhos uma moça de 24 anos e um rapaz de 22 anos e disse que ficaria muito feliz em abrigar cuidar da sobrinha. ''Como os familiares moram todos próximos (no bairro Barreirinha) ela vai ficar em família'', observou.

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