Posigraf distribui calendário para discutir preservação de araucárias
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segunda-feira, 15 de março de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 16 (AE) - A Gráfica e Editora Posigraf, do grupo educacional Positivo, de Curitiba, está distribuindo a entidades ambientalistas, empresários, bibliotecas e instituições com fins educacionais um calendário que tenta impulsionar a discussão sobre a preservação das florestas de araucária ("araucaria angustifolia"), também conhecida como pinheiro.
"Precisamos fazer aquilo que o Estado deveria e não faz", afirma o diretor-comercial da gráfica, Giem Guimarães. Mais de 95% do ecossistema original foram destruídos.
O calendário tem 14 páginas grandes, com fotos, e 12 menores, onde é contada a história da floresta, desde o surgimento, há 200 milhões de anos. "A cada ano, a floresta perde um pouco mais de seu espaço", lamenta a jornalista Maria Celeste Corrêa, que pesquisou durante oito meses. O fotógrafo Zig Koch produziu 30 fotos, tendo a araucária como tema. "As pessoas só preservam o que conhecem e aprendem a amar; por isso, o trabalho é fundamental", diz.
O calendário está sendo enviado para os 150 maiores empresários paranaenses, acompanhado de uma carta assinada por Guimarães e pelo presidente da organização não-governamental (ONG) Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Clóvis Schrappe Borges. "O calendário é um instrumento de aglutinação e provocação", afirma Borges. "Não temos mais que três anos para mudar o sistema predatório." Na carta, eles apresentam alguns mecanismos que, acreditam, asseguraria a sobrevivência dos pinheirais. A primeira é a aprovação de uma lei que defina a política de proteção da Mata Atlântica e, especificamente, da araucária. Depois, propõem uma campanha para fortalecer a convicção de que é preciso defender a floresta e suspender as autorizações para corte e manejo de árvores.
A SPVS e a Posigraf também querem um programa de estímulo para recuperação da floresta e apoio à proteção do Parque Nacional do Iguaçu e às florestas do Rio Paraná. Por fim, estimulam a criação de reservas naturais particulares e de atividades vinculadas ao turismo nas áreas remanescentes de araucária. "Contamos com a sua participação para que não sejamos acusados pelos nossos filhos e netos de um crime que quase já se consumou", alertam.


