Posicionamento motiva duras críticas
A disposição dos deputados de impedir a apreciação do destaque do Código de Organização e Divisão Judiciárias (CODJ) está rendendo ataques por parte dos integrantes do Poder Judiciário e da seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR). O presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (AMP), Jorge Massad, avalia que esta postura mostra que o interesse pessoal está se sobrepondo ao interesse coletivo.
Para Massad, os deputados estão fazendo jogo de cena ao invés de cumprir o seu papel constitucional de apreciar a matéria. O presidente da AMP estranhou o fato do presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão, não ter apresentado o seu posicionamento em recente audiência em que os magistrados foram pedir apoio para agilizar a tramitação do projeto.
Já o presidente da OAB-PR, José Hipólito Xavier da Silva, foi ainda mais duro em seu posicionamento. Se dizendo assustado com a postura dos deputados, o presidente da OAB avalia que o fato do projeto não entrar em votação é sinal mais do que evidente de que os deputados estão querendo mesmo é partilhar os cartórios.
Em suas críticas, Hipólito chegou a criticar nominalmente o deputado Basílio Zanusso, a quem definiu como um detentor de um cartório de pouca significância, que tem interesse no registro de imóveis. Ele informou que a Ordem pretende sensibilizar a sociedade a pressionar os deputados para avançarem na tramitação. Sabemos que o novo código chega à Assembléia em até três meses, mas não há motivos para esperar, reclama.
Negando qualquer interesse pessoal nesta matéria de alta relevância, o presidente da CCJ, Basílio Zanusso classifica a sua posição no processo como um conciliador dos interesses da Assembléia Legislativa e do Poder Judiciário, em razão da sua posição de titular de um cartório distrital. Porém, ele não conseguiu explicar porque ainda não solicitou que o deputado Durval Amaral, que não integra mais a comissão, devolva o destaque para o que a proposta volte a tramitar. Estou em uma saia justa, pois o projeto diz respeito a um grande número de deputados, avalia.





