Posição de Malan é inquestionável
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segunda-feira, 09 de agosto de 1999
Por Ariosto Teixeira 
Brasília, 10 (AE) - A posição do ministro da Fazenda, Pedro Malan, no governo não está em questão e não há hipótese de que ele venha deixar o governo, segundo análise que o presidente Fernando Henrique Cardoso tem transmitido a seus interlocutores.
A certeza de que a posição do ministro é firme pode ser comprovada com a frase atribuída ao próprio presidente, segundo a qual mesmo que Malan quisesse se demitir ele seria convencido a permanecer no cargo.
Da mesma forma, o presidente tem desestimulado análises de que estaria promovendo uma maior evidência do presidente do Banco Central, Armínio Fraga, que é considerado um funcionário leal e absolutamente sintonizado com a liderança do ministro da Fazenda.
O presidente tem dito a seus interlocutores que está seguro do rumo que o governo deu à economia, após a desvalorização do real em janeiro passado, sob o comando do ministro Malan.
Sucessão - Também nas conversas mantidas com seus interlocutores, o presidente tem reforçado não ter a pretensão de fazer seu sucessor. O presidente lembra nessas conversas que a história do País oferece exemplos de ex-presidentes que realizaram bons governos, fazendo o que era preciso fazer, nas circunstâncias em que governavam, sem se preocuparem com a sucessão presidencial, como foi o caso de Juscelino Kubsticheck.
O presidente, segundo relato dos mesmos interlocutores, está convencido de que a atividade econômica já está sendo retomada e que os resultados do crescimento da economia serão mais perceptíveis no último trimestre do ano.
"Mas para que o crescimento seja sustetável no longo prazo, é indispensável a co-participação do Congresso Nacional votando as matérias que complementam as reformas", disse uma fonte política.
A ênfase que o governo está dando é à reforma da Previdência, cujo déficit é considerado o principal obstáculo à retomada dos investimentos públicos e do desenvolvimento econômico.
O governo também espera que os congressistas aprovem ainda este ano não apenas a legislação complementar da reforma da Previdência, mas também a Lei de Responsabilidade Fiscal, em discussão na Câmara.


