Portugueses irão organizar torneio no Brasil
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terça-feira, 06 de abril de 1999
Por Chiquinho Leite Moreira 
Estoril, Portugal, 07 (AE) - O Estoril Open, torneio válido para o ATP Tour, com premiação de US$ 650 mil, completa dez anos e mostra uma organização impecável. A competição até parece um Super 9, sem exageros, e o promotor João Lagos vai levar agora para São Paulo um WTA Tour, torneio feminino de um nível que há muito tempo não se via no Brasil. Além disso, a Federação Portuguesa de Tênis e a Confederação Brasileira assinaram hoje acordo para a realização de jogos, ao estilo da Copa Davis, entre juvenis dos dois países, para abril do próximo ano, em Porto Seguro, na comemoração dos 500 anos de descobrimento.
O WTA Tour é o correspondente feminino do ATP Tour. Por isso, em outubro em São Paulo, o Brasil voltará a fazer parte do circuito internacional com competições profissionais de bom nível técnico. Há muito tempo, as mulheres não tinham esta chance de jogar em quadras brasileiras, o que pode incentivar o aparecimento de novas jogadoras.
Para realizar esta etapa do WTA Tour, João Lagos vai levar a organização do Estoril Open, que desde o ano passado é um dos nove torneios do mundo com disputa masculina e feminina. Os outros são os quatro Grand Slams, os Super 9 de Indian Wells e Key Biscayne, Tóquio e Sydney.
Caravelas - A idéia da Federação Portuguesa e da Confederação Brasileira é de intercâmbio. Na semana de 22 de abril, na comemoração dos 500 anos de descobrimento, inclusive com cerimônia da chegada das Caravelas de Cabral a Porto Seguro, será realizado esta competição juvenil. O Troféu 500 anos - nome ainda provisório - reunirá os campões e vice-campeões de 12 a 18 de cada país, masculino e feminino, com jogos parecidos com a Davis, ou seja, disputas de partidas de simples e duplas.
Masters - O Brasil ganhou estas duas novas competições, mas defitivamente não terá o Masters - Copa do Mundo de Tênis - entre os oito melhores da temporada, como se pretendia. O português João Lagos desistiu da candidatura de São Paulo e como o norte-americano Butch Buchollz também já havia desistido de levar a competição para o Rio, o Brasil não tem mais chances de organização deste evento.


