A Polícia Federal investiga se o português Luís Miguel Melitão Guerreiro, que confessou ser o mandante da morte dos seis empresários portugueses, em Fortaleza, estaria envolvido com uma rede internacional de prostituição.

Guerreiro informou à Polícia Federal o número de uma suposta conta bancária que teria no exterior, que poderia ter depósitos referentes ao tráfico de mulheres.

Segundo o superintendente da Polícia Federal no Ceará, Wilson Nascimento, primeiro será verificado, pela Interpol, se a conta realmente existe. Se a conta existir, terá seu sigilo quebrado. Nascimento preferiu não revelar o país de origem dessa suposta conta para não atrapalhar as investigações.

Guerreiro confessou ter planejado assaltar, matar e enterrar Antônio Correia Rodrigues, 42, Vítor Manuel Martins, 53, Joaquim Silva Mendes, 52, Joaquim Manuel Pestana, 49, Manuel Joaquim Barros, 55, e Joaquim Fernandes Martins, 57.

Ele contou com o cunhado Manoel Lourenço Cavalcante e os seguranças Leonardo Souza Santos, Jurandir Pereira Ferreira e Raimundo Martins para a ação. Todos estão presos.

Ontem, prestou depoimento o guia turístico Marcos Alcântara, que recepcionou os empresários na madrugada do último dia 12, quando desembarcaram em Fortaleza. Os seis foram mortos e enterrados na barraca Vela Latina, na praia do Futuro.

Alcântara afirmou que os empresários o informaram, na chegada ao aeroporto Pinto Martins, que preferiam ir com Guerreiro para o hotel Holliday Inn, onde tinham reserva. Ele negou que houvesse mulheres com o grupo.

Os corpos dos seis empresários deverão seguir hoje à noite para Portugal. O enterro está programado para sexta.

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