O português Luís Miguel Melitão Guerreiro admitiu que foi ''uma monstruosidade'' o que ocorreu com os portugueses, lamentou a morte deles, mas se negou a confirmar sua participação na morte dos seis homens. Ontem pela manhã, em entrevista na sede da Polícia Federal em Fortaleza, Guerreiro disse que contou ''umas mentirinhas'' em seu depoimento em Teresina (PI). Ele disse ainda que sua mulher, a cearense Maria Leandro Cavalcante, grávida de três meses, também presa, não tem nenhum envolvimento no crime.

A PF descobriu anteontem os corpos dos seis empresários que estavam desaparecidos desde o dia 12. Os corpos foram enterrados na cozinha de uma barraca na Praia do Futuro, em Fortaleza, alugada por Guerreiro e seu cunhado Manoel Lourenço Cavalcante. Os empresários teriam sido assassinados e enterrados no dia que chegaram a Fortaleza.

Com Guerreiro, estão presos dois seguranças que apontaram o local onde os corpos foram enterrados. Outro suspeito de ter participado do crime está na sede da Polícia Civil.

Nos depoimentos, os seguranças contaram que Guerreiro planejou dar um golpe nos empresários. Ele teria decidido matar os portugueses, segundo os seguranças, para abafar o golpe.

Assim que os seis chegaram a Fortaleza, foram recepcionados por Guerreiro -como mostram fitas de vídeo gravadas no aeroporto- e levados para a barraca, onde estavam outras quatro pessoas: os três seguranças e o cunhado de Guerreiro, que está foragido.

No local, Guerreiro teria colocado drogas nas bebidas dos empresários para deixá-los desacordados e conseguir as senhas dos cartões de crédito e de banco. Foram feitos saques e compras com os cartões dos portugueses que somaram cerca de R$ 25 mil. A Polícia Federal apreendeu com Guerreiro R$ 15 mil.

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