Portugal Telecom prevê êxito na compra de ações da Telesp Celular Jair Rattner, especial para a AE14/Mar, 16:13 Lisboa, 14 (AE) - A Portugal Telecom poderá ter de investir até R$ 2 bilhões na oferta pública de compra de ações da Telesp Celular Participações, anunciada hoje. "As condições que propomos são bastante boas e acreditamos que o grau de aceitação vai ser alto. Se for de 100%, o volume investido poderá chegar a R$ 2 bilhões", afirma Pedro Dias, Diretor de Relações com Investidores da empresa portuguesa. A Portugal Telecom anunciou que vai fazer uma oferta pública de compra das ações da Telesp Celular Participações, propondo-se a comprar 68 milhões de títulos da empresa a um valor de 30 reais por 1.000 ações. Este valor representa um ganho de 39% sobre o preço no fechamento do mercado em 13 de março - e de 37% sobre a média dos últimos 10 dias. Nos cálculos da empresa portuguesa, a operação deverá estar concluída em até 3 meses. Segundo Dias, a proposta não significa a saída da empresa do mercado bolsista brasileiro: "As ações preferenciais vão continuar a estar cotadas. Uma das coisas que queremos é reforçar a posição na bolsa. Pretendemos que a Telesp Celular continue a ser uma 'blue chip' da bolsa brasileira". Dias afirma que o projeto da Portugal Telecom prevê novos investimentos no mercado brasileiro. "Queremos aumentar o interesse econômico na empresa e utilizá-la como plataforma para futuros investimentos no Brasil. A PT Multimédia e a Telesp Celular vão trabalhar em conjunto em novos investimentos". São duas as áreas em que as empresas deverão colaborar. "O interesse maior no Brasil é nos telefones móveis e nas novas tecnologias, como a Inernet", diz Dias, que considera que a telefonia fixa não faz parte dos planos da Portugal Telecom. Dias optou por não se posicionar a respeito da discussão sobre a escolha da norma que vai reger a banda C: frequência de 1.800 MHz ou 1.900 MHz. "Para nós, as duas estão bem. Teremos uma posição quando soubermos o número de licenças na banda C. Vamos esperar pela definição do concurso e das regras". Em relação à CRT, a Portugal Telecom ainda não definiu se vai vender sua os seus 19,6% do capital com direito a voto - como não atinge os 20%, não é obrigada pela Anatel a se desfazer de sua posição acionista. "Continuamos a negocias com a Tele Centro Sul. Se for bom negócio, vendemos. Se não for, não vendemos".

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